O preço da volta!

“Vou voltar para casa de meu pai…” Lc 15.18

            Por sermos passivos de erros e falhas, podemos, naturalmente, tomar decisões de ordem precipitada. Isto é fato. Essas resoluções são algumas vezes em decorrência de mera vaidade, influencias externas, jactância interior, ausência de humildade, etc. Não se deve decidir, sem antes ponderar o presente, tendo visibilidade e perspectiva no porvir.

            Quando nos privamos dessa analise, poder-nos-emos correr um risco sem volta. Ignorar essa possibilidade é um grave erro. Sem receio devemos contextualizar o momento, confrontando as circunstâncias. Ver que as adversidades existentes são de natureza efêmera, em alguma ocasião irá passar. Então a reflexão exaustiva e prudencial é necessária e faz bem.

            Seja qual for à área da vida tenha calma, respire e depois com segurança decida. Ela é de natureza pertinente e unilateral. Claro que se devem refletir os bons conselhos. Certamente eles ajudarão a teres uma compreensão detalhada. O isolamento nessas horas é extremamente prejudicial. Todos, em algum momento, cometerão erros e falhas (1 Jo 1.10).

            O laboratório da vida, nos permitir a experimentar e necessariamente corrigi-los a tempo. Por outro lado, o amadurecimento ocorre naturalmente. Todavia a nobreza do retorno, diante da posição precipitada, é sinalizada, quando, vemos que houve equívocos, lapsos e reconhecemos, voltando atrás. Portanto, não se deve tomar decisão no calor das emoções, pois resultará em consequências irreparáveis, provocando arrependimento (Pv 19.2).

            Retornar para onde não deveria ter saído é o caminho natural. Reconhecer suas falhas é um gesto impar e de grandeza.  Estamos sujeitos as estas ações. A imaturidade e as influências externas poderão influenciar determinadas resoluções. Sempre haverá uma oportunidade de retorno. Quando isto suceder aproveite. Pondere a relevância e a positividade da volta. Claro que é difícil e árduo. Reiniciar e refazer o caminho de volta não é fácil. É algo complexo.

            Todavia a humildade é fundamental, a prudência essencial e a sabedoria indispensável. Aprenda a conviver com as criticas que aparecerão nesse período. A readaptação ao antigo ambiente requer paciência. Saiba esperar com diligencia cada momento. Reconstruir é uma questão de tempo. Reocupar o espaço é um desafio a ser perseguido. Não desanime diante dos obstáculos que ocorrerão.

            Procure as ações de simplicidade e as aplique na convivência. Seja franco e sincero e externe seu anelo. Mantenha uma relação de harmonia. Enfatize, sobretudo, as motivações que o fizeram retornar para o convívio. O melhor caminho é o dialogo. Relate para quem de direito, seus dilemas e as dificuldades existentes.

            Obvio que não será como dantes. O processo de convivência e de reconquista é paulatino e sequenciado. Readquirir a confiabilidade depende dos atos que doravante serão praticados. O ar de desconfiança será perceptível. Mas não desista. A esperança serve como lenitivo e consolo. Veja o retorno não como a única saída, porém, como a oportunidade para crescer na vida. Faça o básico. Viva cada dia (Mt 6.34).

  Que Deus nos ajude. 1 Ts 5.25

Colunista: Janilson Lima