Água de qualidade, um bem necessário!

 

“Também beberás a água por medida, a saber… de tempo em tempo beberás.” (Ez 4.11)

“Bebe água da tua fonte, e das correntes do teu poço.” (Pv 5.15)

A comemoração alusiva pelo dia mundial da água. Datação relevante, onde, naturalmente, serviu em tese, de reflexão. Este dia memorável foi criado pela ONU (organização das nações unidas), através da resolução A/RES/47/193, de 21 de fevereiro de 1983, declarando o dia 22 de março, como o dia mundial da água (DMA). A água é fundamental e indispensável ao ser humano, bem como a todo ser vivo. Entretanto os governos e governantes não atentam para isto. Em algum momento, ela deverá ficar escassa, provocando uma seca insustentável.

Fico estarrecido, quando observo, a ausência de uma política pública, definida e efetiva, direcionada à assistência inadiável ao combate permanente contra a seca. Os estudos meteorológicos, são uma ferramenta indispensáveis no trato da causa. Possibilitando, evitar as consequências naturais, principalmente ao homem do campo, que sem água, inviabiliza o plantio, por conseguinte, a colheita. Na agricultura há uma regra simples e prática: solo + semente + plantação + água = colheita.

Porém as previsões futuras dos especialistas não são otimistas. A inexistência de projetos que atendam a demanda, a negligência e estagnação humana em cuidar com qualidade, a falta de uma fiscalização rígida e punitiva, para aqueles que poluem as águas. No nosso planeta já são mais de sete bilhões de pessoas residindo. Se não houver um consumo comedido, evitando o desperdício deste produto, sem dúvida faltará.

A conscientização coletiva e individual é fundamental. Quem pensa, somente o hoje, sem futurolizar, terá problemas. Precisamos ter reservas de águas. A vitalização dos rios e a conservação da qualidade das fontes são essenciais e inadiáveis. Sabemos que a vida é de natureza transitória, todavia, enquanto, cá estivermos, devemos fazer intransferivelmente a nossa parte. Outorgando a nossa contribuição. Por mais que seja mínima.

Neste caso a sociedade no geral deve participar. No lar, compete a membresia familiar, educar e lecionar a importância dela; na escola, docentes e discentes devem alcançar uma compressão de sua conservação e uso adequado; ao ser humano evitar poluir as águas existentes e se tornar um agente regulador, capaz de fiscalizar quem e como contaminam, posteriormente, denunciar, à quem de direito. Isto é fato.

Existe uma distância entre a teoria e a prática. Ideias de combate à poluição, desperdício e conservação da qualidade da água não faltam. Mas no aspecto pragmático e urgente para combater e enfrentar estas ameaças, as ações são lentas e morosas. Algo que deveria ser feito ontem, levará um tempo indefinido para acontecer. Enquanto isto, vamos perdendo o ensejo para reagir diante dessas indesejáveis situações. No campo burocrático, os recursos financeiros são retardados, o repasse mister não chega. Sem comentar, infelizmente, o desvio de verbas destinadas para tanto.

Quem perde com a falta de água de qualidade? Todos. A água contaminada gerar no consumidor doença que poderiam ser evitadas, acarretando e acrescentando uma dotação orçamentária para este fim. A saúde é comprometida, dependendo, poderá levar pessoas a óbitos. Uns são acometidos de doenças na pele, outros de ordem gastrointestinais, etc. Com um simplista gesto para prevenção, evitar-se-ia as consequências.

Se deixarmos de lado a jactância, a vaidade e pensarmos no coletivo poderemos mudar está situação. O retrato e a radiografia da água potável no mundo, é algo que requer uma atenção imediata. Atos conjuntos devem ser tomados, incentivos financeiros e instrumentos combativos devem ser adotados. O marketing pedagógico sistêmico, objetivando, catequisar e educar a população devem ser apregoados.

Isto posto nada está perdido. Temos que pedir a orientação de Deus e desenvolver categoricamente ações que que viabilize a sustentação, conservação e a qualidade da água. Todos ganham com isto. Água de qualidade, um bem necessário.

Que Deus nos ajude. 1 Ts 5.25

 

Colunista: Janilson Lima