A beleza em ser mãe!

“… Não deixes o ensinamento de tua mãe.” Pv 1.8

“Honra… a tua mãe… para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” Ef 6.2,3.

 O vocábulo mãe (Latim matre), gramaticalmente, trata-se de um substantivo feminino que significa: mulher que tem ou teve filhos. Na contabilidade bíblica aparece 336 vezes. Somatizando 240 no Antigo Testamento + 96 no Novo Testamento. Portanto, revelando incontestavelmente, sua relevância no particípio histórico da Bíblia. Indubitavelmente exerce um papel fundamental no contexto social, econômico, administrativo e familiar na sociedade moderna. É uma figura central na existência da família. Pois em tese, sociológica e pragmaticamente, sem o nascedouro e presença de filhos (as) no lar, não há família.

Toda jovem, tem em mente o anelo e a perspectiva de que em algum momento, terá o prazer e solene em parir um (a) filho (a). É um sentimento pertinente, singular, impar e inato. No que pese a responsabilidade individual e intransferível materna, ela deve desempenhar com cuidado, sabedoria e prudência seu oficio doméstico. Face à multiplicidade de funções que tem e realiza no cotidiano, desde, da devida atenção as atividades do lar, como, dividir seu cuidado e tempo com esposo e filhos (as), permanece abnegada e perseverante nas cansativas e repetitivas tarefas diárias. (Pv 31.10-30)

Na impossibilidade (doença, desemprego ou morte) ou leviandade paterna, com cautela, provisório ou definitivo, assumi com diligência e abnegação o compromisso financeiro na manutenção da casa. A missão divina de ser e está mãe deve ser cumprida literalmente. Quando surge a tempestade de problemas, tem a nobreza de pacientemente aguardar que ela passe. Motivar a membresia do lar diante das adversidades, dos ventos contrários, das nuvens oponentes é um desafio inerente a seguir. (Pv 14.1)

Em algumas ocasiões, circunstancialmente, aparece, inopinadamente as enfermidades, vigilante e otimista, cuida carinhosamente dos enfermos, possibilitando, uma restauração com brevidade e segurança. Mãe é sinônimo de confiança, gestos de fidelidade, ações de compreensão, atitudes de socorro, verbalização verídica, sugestões firmes, opiniões sinceras, vernáculo pensado, presença física, proteção segura, antever o futuro, participa dos sonhos, sempre quer o melhor, é uma eterna professora, repassa as experiências da vida, procura ajudar, incansável na defesa da família, repreende e exorta quando necessário, alimenta com dedicação, independentemente dos momentos está sempre presente.

Devemos aproveitar os inenarráveis momentos, que, ensejamos ao lado de nossa mãe, objetivando, tirar e apreender com suas belas e ricas lições de vida. Pois, haverá um momento que olharemos em volta e não haveremos mais. Então valorize este inegociável momento. Encontre em sua agenda, espaçamento para visitar e sair e dar atenção a ela. Reconheça que o pouco ou muito que és e tens deves de alguma forma a ela. Sintas o prazer de está e ouvir a sua incomparável, cansada e doce voz, de apalpar suas fadigadas e carinhosas mãos, contemplar seus olhos lindos e serenos, de tocar em sua pele em rugadas e macias, seu andar lento, natural e atraente, seus pés belos, seu sorriso inigualável, passar as mãos em seus cabelos brancas ou não.

E o tempo passou. Chegou à belíssima terceira idade (60 anos em diante). Neste período como filhos (as) devemos zelar e cuidar dela. A atenção e o carinho deve ser uma constante. Esta fase predomina a reflexão. O reconhecimento é relevante. Tenha paciência com ela. Seu raciocínio é lento, sua voz é cadenciada. Seu olhar é compenetrado, seu andar é delongado, seu sorriso é admirável. Portanto a convivência requer perseverança. O maior presente que podemos outorgá-la é nossa presença. Procure fazer homenagem em vida. Não perca esta oportunidade inadiável e intransferível.

Em fim, não se esqueça de seus conselhos e exemplos bons. Lembre-se: a nossa existência é fruto da permissão de Deus e em sermos gerados por uma mãe. A verdadeira mãe não abandona seus (as) filhos (as), porém está sempre presente. A beleza de ser mãe.

Que Deus nos ajude. 1 Ts 5.25.

Colunista: Janilson Lima