A vida, um presente de Deus!

 “…Pois é Ele mesmo quem dá a vida a todos, a respiração, e todas as coisas… (At 17.25).

 Semanticamente, o vocábulo vida em hebraico usado na bíblia é hhaiyím, no grego é zoé e no latim é vita. O dicionário do profº Aurélio definiu: o período de tempo que decorre desde o nascimento até a morte dos seres. Este termo aparece citado na Bíblia 1.124 vezes. Deixando de lado o aspecto técnico biológico, declinarei para o espectro pragmático do cotidiano. O ser humano, em sua essência, logra de algo sublime outorgado por Deus – a vida. É um dom. Dádiva esta, indubitavelmente advinda do Criador. Ele concede a inenarrável probabilidade de estarmos vivos, desfrutando a cada momento, este valioso e incomparável presente.

Em sua Santa Palavra, vemos este cuidado Divino lá no ventre materno, e, posteriormente, manifestando-o ao longo initerrupto e inequivocamente em nossa existência (Sl 139.1-24; 1 Pe 5.7). Lamentavelmente, alguns, valorizam e celebram a vida corretamente, outros, a desvalorizam, sendo relapsos, descuidados, levianos e relaxados. Quando recebemos um presente, em tese, devemos agradecer e zelar por ele. A nos dar a vida, Deus anela ser nosso parceiro. Essa parceria deve ser em submissão a sua soberana vontade. Como resposta deste comportamento voluntário, há uma pronta retribuição (Is 1.19; Sl 37.4,5). Ele é o doador da vida, sendo assim, procuremos com humildade, prudência e sapiência obedecer a seus ordenativos (Jó 1.21).  Ele tem o melhor para nós (Is 43.7).

Portanto, devemos cuidadosamente vivê-la da melhor maneira possível. Esta vida é efêmora. Temos hora para nascer e morrer (Ec 3.2). Estamos limitados ao tempo, e este submisso a Deus. Nesta passagem da vida, angariar bons amigos, fazer boas amizades, se relacionar bem com todos é uma tarefa inerente, um desafio a ser debelado. No seio familiar, procurar ser um bom exemplo. Na vida sentimental, exercer o comprometimento. No profissional ser ético e transparente. No trabalho ser sincero e honesto. No financeiro ser responsável. Na comunidade ser admirado pelo comportamento em geral. Na igreja ser espelho. Na sociedade um divisor referencial. Como cristão um paradigma comportamental a ser visto pelo mundo. (2 Rs 2.9; Mt 5.13-17).

Enquanto cá estivermos, procuremos cuidar de nossa vida. Não se envolver com drogas, evitar o álcool, a dependência a prostituição e outras mazelas sociais vigentes. A pratica do pecado deve ser abolida de nosso projeto. O nosso corpo merece atenção e um policiamento cuidadoso. Quando fazemos diferentes, o expomos a uma série de doença oportunista. Praticar esporte e uma dieta alimentícia é fundamental para longevidade. Muitas pessoas são vitimadas por este descuido. A ociosidade, a “preguicite aguda” são fatores desencadeantes as enfermidades. Há aqueles que brincam com suas vidas. Perderam o foco e a objetividade das conquistas. Entregam-se ao anonimato, desistem dos sonhos, abandonam as metas. Tornam-se refém do desânimo e do abandono. Sente-se incapaz de contornar as situações adversas. Se redem a desesperança. Isto não é a melhor resolução a seguir.

Como sugestão diária, agradeça o dia de hoje e reflita o de ontem. Quanto o amanhã, está intacto e recheado de enigmas. Seja otimista em relação a seus planos. Evite ao seu lado, pessoas negativas e pessimistas. Não revele a sua agenda de conquistas, por mais que sejam simplistas. Os segredos são de fórum intímo, pertinente e peculiar. Respire e viva cada dia com entusiasmo, procurando, cirurgicamente filtrar e ponderar cada ação, antes de executá-la (Pv 19.2).

Tenha convicção que Deus lhe presenteou com este dia (Sl 118.24). Está vivo é uma vitória! Considerando a incidência gigantesca de violência, homicídio e outras barbáries, é um desafio assíduo pela sobrevivência. As enfermidades que assolam a sociedade. Termos saúde, um emprego, casa, boas amizades e uma bela família são suficientes para vivermos com dignidade. Adiciono obviamente a maravilhosa presença de Deus, orientando e dando norte a nossa vida. Este é um sinal irrefutável de prosperidade. Neste particular, modestamente, entendo, como próspero, ter a suficiência de Deus em nosso viver (Js 1.5; Sl 1.1-3; Hb 13.5).

Viva a vida naturalmente. Obedeça e desfrute o ciclo que ela lhe proporciona. Não pule suas etapas. Quando criança, pré-adolescência, adolescência, jovem, adulto e idoso, vivencie estes momentos! Eles são de natureza impar e sui generis. Se chegares à melhor idade (idoso, 60 anos em diante), olhares para trás e dirás com satisfação: experimentei todas as fases da vida. (2 Tm 4.7,8; Sl 90.10).

Por fim, viva o dia a cada seu dia. Retire a ansiedade pelas coisas que desejas (Mt 6.25-34; 1 Pe 5.7). Lembre-se que em algum momento, dentro da permissibilidade, devolveras a vida para quem a Deu (Gn 2.7; Ec 12.7). Ele tem autoridade para determinar isto (Sl 104.29; 146.4). Procuremos servir e amar a Deus e ao próximo, que é um mandamento a ser obedecido (Jo 13.34). Celebre a vida na presença de Deus da melhor forma possível. (Sl 30.5; Rm 8.28, 31-39; 1 Ts 5.18).  Na eternidade a vida seguirá na presença inconfundível de Deus (Jo 11.25; 1 Co 15.51-58; 1 Ts 4.13-18; Ap 21.4; 22.3). A vida é um presente de Deus.

Que Deus nos ajude (1 Ts 5.25.)

Colunista: Janilson Lima