O DESTINO FINAL

Imaginemos a comissária de bordo a dizer o seguinte às pessoas que viajavam no voo que em breve cairia numa montanha: “senhores passageiros, dentro de quinze minutos iremos nos espatifar numa rocha. Enquanto o momento não chega, desfrutem de nossa hospitalidade. Não se preocupem com o depois, pois não sobrará nada. Tenham todos uma ótima viagem”. Seria insano pensar na tranquilidade destes passageiros ante a morte iminente. Assim é a vida do ateu e daquele que não crê em Deus: ele atravessa a existência buscando algum valor, algum sentido, algum conforto entre o dia em que não pediu para nascer e o dia em que não pedirá para morrer. Ele não terá escolha e isto o desespera, apesar de não confessar.

Este vazio de sentido e a falta de perspectiva é o fruto de nossa separação de Deus. Temos a necessidade de encontrar algum sentido nesta vida temporária e passageira. Haverá algum? Sim. Deus não nos criou para isso, para um eterno nada, para um absoluto vazio, para um breve instante na linha do tempo em que temos alguma consciência em que desejamos desesperadamente continuar vivos e o resto da eternidade no mais absoluto nada, uma completa inexistência futura.

Deus nos criou! Não somos fruto de evolução nenhuma! Evolução para quê, para a morte? Que bela evolução seria essa! Deus nos criou para a vida! E por que não permanecemos vivos? Porque nos tornamos mortais. A morte interrompe a nossa vida.  Aliás, ela faz isso desde que nascemos, enviando, junto com o crescimento, os sinais do envelhecimento. Num belo dia o corpo já não aguenta mais continuar a sua função e desliga. Sem Deus no coração e sem a perspectiva certa poderíamos dizer: felizes são os animais, que não têm consciência de sua própria finitude! Por que nós a temos? Por que não fomos privados dela para que não sofrêssemos também?

Aqui está a diferença e não é evolutiva: fomos criados! Não evoluímos; nós saímos completos. Evolução seria manter-nos sem esta consciência. E por que a temos? Porque a nossa consciência é feita em uma base diferente da dos animais. Os bichos são apenas seres que funcionam e de limitada atuação. Eles não são pessoas. Eles são impessoais, ainda que de alguns gostemos mais do que de outros (nossos bichos de estimação). Nós, entretanto, temos algo muito superior: um ser e uma consciência que indaga, que perscruta, que questiona. “Por que nasci? Para que estou aqui? E se eu morrer, o que será de mim?”

Deus não nos criou para a morte. A morte foi uma consequência. Foi a queda, foi o castigo, foi o pagamento. Nossos ancestrais primeiros não valorizaram o que tinham e obtiveram como resultado essa desgraça chamada morte. Adão e Eva, nossos primeiros pais, tinham tudo o de que precisavam. Mas queriam mais, queriam ir além, queriam exatamente o que não lhes era necessário ou permitido. Desobedeceram ao Criador nos limites estabelecidos para prová-los. E o resultado foi: morte.

Há um remédio para a morte, o único que realmente funciona: A VIDA. Mas a vida? Sim, a vida. Há um único ser humano que existiu e cuja existência não foi dominada pelo maior de todos os nossos inimigos. Mataram-no pregado numa cruz. O seu nome era Jesus. Ele, que era homem, mas que também era Filho de Deus (a sua mãe era humana, mas o seu pai era divino) conseguiu o que nenhum de nós pode conseguir: RESSUSCITAR! Sim, ao terceiro dia após ter sido morto barbaramente o seu corpo voltou à vida  e ele saiu da tumba. Ele venceu a morte e nunca mais morreu. Está vivo no Céu. Ele deu fim à invencibilidade do túmulo. Ele foi mais forte que o destino. Ele superou o nosso trágico futuro. E prometeu que todo aquele que acreditasse nele de todo o coração teria também o mesmo poder, o de sair da sepultura, estivesse numa tumba há poucos dias ou desintegrado depois de milhares de anos. Foram suas estas palavras: “EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA. AQUELE QUE ACREDITA EM MIM, AINDA QUE ESTEJA MORTO, VOLTARÁ A VIVER. CRÊ VOCÊ NISSO?” (Evangelho de João, capítulo 11, versículo 25).

É tempo de dar um sentido à existência. Jesus Cristo faz isso no coração daquele que reconhece a nulidade desta vida e quer algo maior e melhor. Ele está vivo! Ele pode dar a vida eterna. Se acreditar nele de todo o coração experimentará a CERTEZA de que a vida é mais do que um voo condenado; há um aeroporto além da vida, esperando pelo desembarque de cada um de nós. Cabe agora decidirmos em que viagem continuar: a que termina num precipício e na tragédia de uma existência nula, ou a que termina num túmulo vazio, porque os nossos corpos serão ressuscitados e viveremos para sempre.

O que você deseja? Creia em Jesus Cristo e receba a certeza da vida eterna!

 

 

 

 

 

Wagner Antonio de Araújo

 

Colunista: Socorro Macêdo