AINDA QUE

Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. (Hc 3:17-18)

Lemos este texto bíblico, cantamo-lo nos cultos, citamo-lo em nossas postagens e, ainda assim não estamos preparados para vivenciá-lo em sua plenitude. Lê-lo para os outros e pregá-lo aos demais é, até certo ponto, simples. Passar pela experiência do AINDA QUE é muito mais difícil. Essa locução conjuncional constituída pelo advérbio AINDA e a conjunção QUE exige uma verdadeira abnegação. No texto falamos de figueiras que não floresceram. Mas, sejamos honestos, quantos de nós possuem figueiras? Também falamos sobre o produto da oliveira e de campos que não produziram mantimentos. A maioria de nós traz esses produtos do supermercado! Também falamos de ovelhas furtadas e currais vazios. Isto soa lindo, mas talvez não seja a realidade da maioria de nós.

O princípio aqui contido é AINDA QUE tudo venha a dar errado eu me alegrarei no Senhor. Não, não gostamos disto. Nós preferimos a expressão SE, condicionando o nosso louvor ao suprimento que Deus terá que nos dar. Ou talvez QUANDO, acreditando que tudo irá mudar e que estaremos em situação mais confortável. Ocorre que, na soberania divina, Ele nos conduz por onde quer e nos admoesta para que aguentemos tudo com resignação. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. (Ap 2:10). Jó, o homem da paciência, disse, no meio da dura enfermidade, na perda de todo o patrimônio e na morte dos filhos: Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele. (Jo 13:15)

Que tal fazermos conjecturas sobre o princípio na realidade de nossas vidas?

Ainda que a idade tenha chegado e que as minhas pernas não tenham a mobilidade de antes;

Ainda que eu tenha perdido todo o meu dinheiro num negócio mal feito;

Ainda que a minha vista esteja fraca e não tenha mais tratamento adequado;

Ainda que o diagnóstico seja desanimador por parte do médico;

Ainda que a diabete tenha levado embora a saúde dos meus rins e corroído um dedo do meu pé;

Ainda que eu tenha sido demitido meses antes da aposentadoria e perdido o convênio médico;

Ainda que eu tenha sido traído pela namorada ou noiva e desmarcado o casamento;

Ainda que tenham roubado a minha idéia e tenham prosperado às minhas custas;

Ainda que o meu filho tenha feito as escolhas erradas e desprezado os próprios pais;

Ainda que eu tenha sido esquecido por amigos e colegas;

e, no caso de ministros religiosos,

Ainda que eu tenha perdido um ministério ou esteja no banco de reservas indefinidamente,

AINDA ASSIM EU LOUVAREI AO SENHOR.

No dia em que trocarmos o QUANDO DEUS ME ATENDER e o SE DEUS ME DER, por um AINDA QUE ISTO SEJA ASSIM, e O louvarmos com sinceridade e abnegação, teremos, enfim, alcançado a maturidade e o crescimento no Senhor.

AINDA QUE não abole a fé; cumpre-a, pois assim nos ensina Deus: Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1Ts 5:18)

Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. (Jo 14:23)

 

 

Wagner Antonio de Araújo

 

FAKE CHRISTIANS

Não gosto de usar palavras em outro idioma para comunicar-me em português. Contudo, diante da propagação da expressão “fake news” (notícias falsas), gostaria de refletir sobre a existência de um altíssimo contingente de falso cristianismo no meio da população chamada cristã.

Uma mulher, na Av. Dr. Arnaldo, com o carro todo adesivado com símbolos católicos (terços, Maria, cruz etc), costura no trânsito. Alguém sinaliza que ela está errada. Então essa motorista abre o vidro, xinga, aponta o dedo imoralmente, costura em velocidade e desaparece no meio dos carros.

Um caminhão estampa na borracha próximo às rodas a frase: “presente de Deus”. E em cima, na carroceria, apresenta o retrato de um demônio a gargalhar.

Um conhecido palestrante evangélico, piadista e especialista em casamento, cria uma oração do divorciado, criticando a postura de quem se separa e, em seguida, torna-se padrinho de um pastor que separou-se da esposa e arrumou outra.

Outro, pastor e político, é público defensor da família, troca a esposa por uma cantora, com suspeitas de relacionamento adúltero quando ainda casado.

A outra, dita cristã, desfila nua na escola de samba onde frequenta. E afirma: “Quem me julga é Deus”.

E o outro, cristão confesso, usa as mídias sociais para, além de propagar suas idéias políticas, xingar e falar os mais ásperos palavrões.

Assim diz a Escritura Sagrada: Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós. (Rm 2:24)

Este é um tempo de muita retórica, muita bravata, muita arrogância. Mas também é tempo de mentiras, de falsidade, de falta de conteúdo. Professores de português que escrevem “xadreis”, mestres de matemática que não sabem multiplicar; professores de geografia que não conhecem o nome dos países e nem das capitais e cristãos que não conhecem e nem obedecem a Bíblia Sagrada.

Jesus anteviu estes dias. Jesus nos preparou para estes dias também. Olhai por vós mesmos. (Lc 17:3). Paulo disse sobre si mesmo: Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado (1Co 9:27).

Precisamos de coerência. Precisamos de um cristianismo real e praticado. Se assim não for a nossa fé será vã. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. (Mt 7:20).

Não basta ser cristão; é preciso viver como cristão , se parecer com um cristão, andar como cristão. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, (Ef 5:15); Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. (Mt 5:16).

Nós, que odiamos as “fake news”, devemos também odiar sermos “fake christians”. Precisamos praticar o que o evangelho nos ensina. O alto número de filhos que se desviam da fé cristã está intimamente relacionado com o tipo de cristianismo que encontraram em casa: a igreja e a fé não influenciavam no comportamento dos pais; logo, não serviriam para eles. É muito difícil um filho cristão desviado voltar à fé, porque, não raramente (mas há exceções e não é destas que falo!) cresceu no meio de um blefe, de uma fé imaginária que não influenciou no comportamento da família. Esta fé mal vivida não mostrava Emanuel, isto é, Deus REALMENTE presente com Sua graça e glória. Somente a graça poderá resgatar quem bebeu da fonte errada pensando que era certa e decepcionou-se.

Queira Deus que não sejamos enquadrados entre os falsos cristãos, entre aqueles que se identificam formalmente, mas se desqualificam continuamente. Queira Deus que sejamos autênticos, não falsos discípulos do Senhor.

 

Wagner Antonio de Araújo

SOBRE O SUICÍDIO

Deus disse: “Não matarás” (Êx 20.13). Todas às vezes em que Ele determinou matar por questões de juízo e de conquista da terra prometida, foram de Sua responsabilidade como criador e, portanto, não imputou a nenhum de Seus soldados algum pecado.  Ele pode fazer o que quiser de Sua criação! Contudo, mesmo naquele tempo, a Sua determinação era de que o assassinato (matar sem ter sido solicitado em guerras do Senhor) fosse punido duramente, quando oriundo de uma decisão humana.

Paulo disse, inspirado pelo Espírito Santo: Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. (1Co 3:17). O templo de Deus, aqui, é a vida de um crente: o coração do salvo é morada do Espírito Santo. Logo, quem mata um cristão está a destruir o templo de Deus e o juízo é irrevogável: será destruído por Deus. Isso pune quem se suicida também, pois está agredindo e destruindo o templo de Deus.

Nunca, em toda a história do cristianismo, e, mormente no período do protestantismo, se admitiu a hipótese de ser o suicídio algo que não correspondesse à absoluta perdição. O foco era Deus e o pecador era o homem. Nos últimos anos, entretanto, com a mudança de ênfase (tirou-se Deus do alvo e colocou-se a satisfação humana), o suicídio obtém a cada novo ato uma nova defesa. A culpa é do estresse, da depressão, dos medicamentos, das pressões. São maneiras de tentar justificar o injustificável. O suicida ignora esposa, marido, filhos, membros da igreja, amigos e pessoas que os admiram.

E quando o suicídio vem da pessoa que ocupa a responsabilidade pastoral, a questão toma um vulto muito maior. Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! (Mt 18:7). Quantos familiares de suicidas não se desviam da fé; quantos membros de igreja e cristãos professos não perdem a fé na eficácia da mensagem de vida! E nós, com a visão antropocêntrica da fé, transformamo-nos em advogados de Adão, buscando uma razão para dizer: “o suicídio foi um vacilo divino, pois permitiu que as coisas chegassem ao nível em que chegaram, ceifando a vida da pessoa”. Então, para não dizer isso, falamos: “culpa da família, culpa da igreja, culpa dos traumas emocionais, culpa do remédio”. É a síndrome da serpente, cuja questão não feita continua sem resposta: “serpente, por que fizeste isso?”; “a culpa é Tua por teres me  criado..”. (Palavras não ditas, mas certamente reafirmadas em cada justificativa do suicídio).

Spurgeon, Rubens Lopes, Timofei Diacov, Rivas Bretones, Josué Nunes de Lima, Oswaldo de Miranda, Gorgônio Barbosa Alves e tantos outros homens segundo o coração de Deus jamais justificaram o suicídio ou pregaram qualquer coisa em seu favor. A justificativa para defender ou justificar a prática atualmente está na psicologia alternativa que tomou conta da teologia, buscando razões que transformam a prática em questão meramente de fraqueza espiritual, como qualquer outro pecado.

Irmãos, vamos focar os olhos no Senhor! Ele diz: “Não matarás!”. O Espírito Santo diz: “vós sois templo do Espírito Santo, se alguém destruí-lo, Deus o destruirá!”, e também diz: “Ai dos escândalos!” Se um pastor sente-se depressivo (e que pastor não atravessa momentos de fragilidade), tenha a consciência de ter integridade mental e de fé. Se sentir-se a vacilar, ABANDONE O MINISTÉRIO, pois se a sua falta de foco no Senhor leva-o a considerar o suicídio, não se torne também o destruidor da fé alheia. Afinal, Deus delegou-lhe a mensagem de vida, de esperança, de transformação, e não a mensagem de Satanás (roubar, matar e destruir). Desocupe o posto, não seja usurpador! O púlpito cristão é lugar para os que estão envolvidos com o Senhor da vida, que alertou os Seus servos sobre dores, injustiças, tribulações! Mas prometeu presença e conforto: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (Jo 16:33)

Basta de contradições! Basta de vermos professores analfabetos, salva-vidas que morrem afogados por não saberem nadar, médicos que têm pavor de sangue, pilotos que não sabem dirigir e crentes (e, para nossa tristeza até pastores) que proclamam o Senhor da vida e encerram as suas carreiras dando glória ao Anjo da Morte!

A salvação eterna de uma pessoa não se traduz num ato iniciático. Este SÓ É VÁLIDO se o decorrer da vida (tenha ela o tamanho que tiver) evidenciar fruto digno de vida transformada (um coração suprido com a presença do Senhor). Nós já sabemos o que aconteceu com a figueira frondosa e sem frutos…

 

 

 

 

Wagner Antonio de Araújo

 

 

 

 

Wagner Antonio de Araújo

 

O DESTINO FINAL

Imaginemos a comissária de bordo a dizer o seguinte às pessoas que viajavam no voo que em breve cairia numa montanha: “senhores passageiros, dentro de quinze minutos iremos nos espatifar numa rocha. Enquanto o momento não chega, desfrutem de nossa hospitalidade. Não se preocupem com o depois, pois não sobrará nada. Tenham todos uma ótima viagem”. Seria insano pensar na tranquilidade destes passageiros ante a morte iminente. Assim é a vida do ateu e daquele que não crê em Deus: ele atravessa a existência buscando algum valor, algum sentido, algum conforto entre o dia em que não pediu para nascer e o dia em que não pedirá para morrer. Ele não terá escolha e isto o desespera, apesar de não confessar.

Este vazio de sentido e a falta de perspectiva é o fruto de nossa separação de Deus. Temos a necessidade de encontrar algum sentido nesta vida temporária e passageira. Haverá algum? Sim. Deus não nos criou para isso, para um eterno nada, para um absoluto vazio, para um breve instante na linha do tempo em que temos alguma consciência em que desejamos desesperadamente continuar vivos e o resto da eternidade no mais absoluto nada, uma completa inexistência futura.

Deus nos criou! Não somos fruto de evolução nenhuma! Evolução para quê, para a morte? Que bela evolução seria essa! Deus nos criou para a vida! E por que não permanecemos vivos? Porque nos tornamos mortais. A morte interrompe a nossa vida.  Aliás, ela faz isso desde que nascemos, enviando, junto com o crescimento, os sinais do envelhecimento. Num belo dia o corpo já não aguenta mais continuar a sua função e desliga. Sem Deus no coração e sem a perspectiva certa poderíamos dizer: felizes são os animais, que não têm consciência de sua própria finitude! Por que nós a temos? Por que não fomos privados dela para que não sofrêssemos também?

Aqui está a diferença e não é evolutiva: fomos criados! Não evoluímos; nós saímos completos. Evolução seria manter-nos sem esta consciência. E por que a temos? Porque a nossa consciência é feita em uma base diferente da dos animais. Os bichos são apenas seres que funcionam e de limitada atuação. Eles não são pessoas. Eles são impessoais, ainda que de alguns gostemos mais do que de outros (nossos bichos de estimação). Nós, entretanto, temos algo muito superior: um ser e uma consciência que indaga, que perscruta, que questiona. “Por que nasci? Para que estou aqui? E se eu morrer, o que será de mim?”

Deus não nos criou para a morte. A morte foi uma consequência. Foi a queda, foi o castigo, foi o pagamento. Nossos ancestrais primeiros não valorizaram o que tinham e obtiveram como resultado essa desgraça chamada morte. Adão e Eva, nossos primeiros pais, tinham tudo o de que precisavam. Mas queriam mais, queriam ir além, queriam exatamente o que não lhes era necessário ou permitido. Desobedeceram ao Criador nos limites estabelecidos para prová-los. E o resultado foi: morte.

Há um remédio para a morte, o único que realmente funciona: A VIDA. Mas a vida? Sim, a vida. Há um único ser humano que existiu e cuja existência não foi dominada pelo maior de todos os nossos inimigos. Mataram-no pregado numa cruz. O seu nome era Jesus. Ele, que era homem, mas que também era Filho de Deus (a sua mãe era humana, mas o seu pai era divino) conseguiu o que nenhum de nós pode conseguir: RESSUSCITAR! Sim, ao terceiro dia após ter sido morto barbaramente o seu corpo voltou à vida  e ele saiu da tumba. Ele venceu a morte e nunca mais morreu. Está vivo no Céu. Ele deu fim à invencibilidade do túmulo. Ele foi mais forte que o destino. Ele superou o nosso trágico futuro. E prometeu que todo aquele que acreditasse nele de todo o coração teria também o mesmo poder, o de sair da sepultura, estivesse numa tumba há poucos dias ou desintegrado depois de milhares de anos. Foram suas estas palavras: “EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA. AQUELE QUE ACREDITA EM MIM, AINDA QUE ESTEJA MORTO, VOLTARÁ A VIVER. CRÊ VOCÊ NISSO?” (Evangelho de João, capítulo 11, versículo 25).

É tempo de dar um sentido à existência. Jesus Cristo faz isso no coração daquele que reconhece a nulidade desta vida e quer algo maior e melhor. Ele está vivo! Ele pode dar a vida eterna. Se acreditar nele de todo o coração experimentará a CERTEZA de que a vida é mais do que um voo condenado; há um aeroporto além da vida, esperando pelo desembarque de cada um de nós. Cabe agora decidirmos em que viagem continuar: a que termina num precipício e na tragédia de uma existência nula, ou a que termina num túmulo vazio, porque os nossos corpos serão ressuscitados e viveremos para sempre.

O que você deseja? Creia em Jesus Cristo e receba a certeza da vida eterna!

 

 

 

 

 

Wagner Antonio de Araújo

 

PARÁBOLA DAS TRÊS ÁRVORES

O Dr. João Lavoura chegou ao bairro munido de três vasos. Pelo megafone do carro convidou os moradores para receberem gratuitamente uma muda preciosa da planta que trazia. Três pessoas se apresentaram. Ele foi ao carro e cuidadosamente retirou os três grandes vasos. Eram umas arvorezinhas já formadas, com alguns botões de flores e uma ou duas frutinhas penduradas. Ele colheu-as e deu-as aos voluntários, que se espantaram pelo maravilhoso sabor que tinham.

 “Amigos, estou lhes presenteando estas árvores. Dentro de um ano voltarei para ver como elas estão. Tudo o que precisarão fazer é regá-las todos os dias e arrancar as ervas daninhas que aparecerem. Comam das frutas à vontade. Se quiserem transplantar para a terra, façam-no. Quanto mais cuidarem, quanto mais frutos apanharem, mais elas produzirão. Aquele que tiver a árvore de melhor porte terá uma recompensa. Os demais só terão a árvore. Adeus”.

 Os voluntários levaram os vasos para as suas casas. Nos primeiros dias os cuidados foram constantes. Todos transferiram as árvores para o quintal de suas casas. Regavam-nas na hora certa e tiravam o mato quando aparecia. As árvores floriam e frutificavam. Dava gosto ver a produção.

 O tempo foi passando e as diferenças foram surgindo no comportamento dos voluntários.

 O primeiro deixou de regar a planta todos os dias, conforme recebera instruções. A árvore foi enfraquecendo a cada dia. Ele passava por ela uma ou outra vez na semana e tirava o mato que crescia. Depois esqueceu de sua existência. A planta tornou-se infrutífera.

 O segundo regava a árvore quase sempre. Às vezes até mais do que o necessário.. O mato, entretanto, crescia a olhos nus. Ele não o arrancava, pois temia estragar alguma raiz da árvore. Logo alguns parasitas instalaram-se no tronco e dominaram a rama da árvore. Ela não cresceu mais e foi dominada pelo sufocamento de folhas do matagal ao redor. O voluntário abandonou-a ao léu.

 O terceiro fez tudo certinho. Regava todos os dias. Pela manhã a regava com cuidado, bem como de tardezinha, quando chegava do trabalho. Com o olhar atencioso observava o mato que aparecia ao redor e arrancava a todos eles. Percebera uma praga de cochonilhas e os pulgões de insetos; fez um preparado com vinagre e acabou com o estrago. A árvore crescia. Tornou-se tão frondosa e bela que abrigou diversos pássaros no calor do sol e na escuridão da noite. Os frutos eram tantos que o voluntário não vencia apanhá-los. Ele servia a rua inteira, os parentes e amigos. Era tamanha a abundãncia que vários caiam na terra e davam origem a mudinhas.

 Venceu o ano e o doador veio observar as árvores.

 O primeiro voluntário apareceu e mostrou-lhe a planta. Estava raquítica, fina e sem copa. Não dava flor, não gerava fruto, era uma planta meramente sobrevivente. Então reclamou ao doador:

 “Acho que a planta que o senhor deu veio com alguma doença, algum defeito genético; ela não se desenvolveu. Qual é a minha culpa?”

 O segundo voluntário levou  o doador para ver a sua árvore. Que árvore? Havia apenas um tronco seco no meio do matagal. O capim crescera e as ervas daninhas produziam abundantemente. O cuidador afirmou:

“Eu até que tentei cuidar, mas infelizmente o mato foi mais rápido do que eu. Acabou por sufocar a sua árvore. Poderia me dar outra muda, por favor?”

O terceiro voluntário veio agradecer:

“Dr. João, eu quero lhe agradecer pela muda que me deu. Como é boa! Comi do fruto o ano inteiro! Ela está tão linda que os meus filhos brincam em seus galhos! Foi mesmo uma beleza. Muito obrigado!”

O Dr. João estava feliz. A árvore estava do jeito que deveria estar. Então disse a este voluntário:

“Muito bem, nobre voluntário! O senhor fez muito bem o seu papel! Quero convidá-lo a ser meu sócio. Eu buscava alguém que estivesse grato e feliz pela árvore frutífera que produzo, alguém que a regasse todos os dias e que não deixasse o mato sufocá-la. Os seus vizinhos não fizeram assim; apenas apresentaram-me desculpas e solicitações. As mudas eram idênticas. O problema não foram as árvores; foram eles pela falta dos cuidados necessários. Venha! Venha conhecer a sua nova chácara. Trabalharemos juntos daqui para frente…”

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A árvore é a comunhão com Deus. Fomos agraciados com a mensagem do evangelho. Deus nos buscou em Cristo, trazendo-nos perdão dos pecados e salvação da alma. E propôs-nos uma nova vida de comunhão diária e duradoura. Prometeu frutificar-nos, na medida em que cultivássemos a nossa fé, a nossa devoção, a nossa meditação nas páginas das Escrituras Sagradas.

Alguns, ao receberem a mensagem, ficaram felizes e até se decidiram por seguir ao Senhor. No início tentaram uma comunhão com Deus. Mas o tempo passou e o ímpeto da novidade também acabou. A decisão de ter comunhão foi mero fogo de palha, uma euforia temporária. O resultado não poderia ser outro: jamais saíram da estaca zero; tornaram-se eternos bebês recém-nascidos. Jamais se apropriaram das promessas, jamais conheceram perfeitamente a Deus. Além disto, consideraram que o problema que tinham era culpa de Deus, pois a fé que parecia terem não dava fruto.

Outros que também receberam a mensagem do Senhor também começaram bem, eram honestos e muito empenhados. Mas aos poucos Satanás, o adversário, foi trazendo tudo àquilo que suas almas cobiçavam e que certamente mataria a sua fé. Os que tinham vidas anteriormente promíscuas foram aos poucos retornando ao pecado. Os que eram escravos dos vícios (bebida, cigarro, drogas, pornografia) regressaram às velhas práticas. E aqueles que haviam abandonado os seus ídolos regrediram na fé, retornando à antiga consulta de horóscopos, de espíritos, de gurus, de signos, de ciganas, de vãs filosofias. O que restou foi um restolho monstruoso, que tem o nome de Cristo, mas não tem vida alguma, uma fé seca e morta, talvez envernizada, mas absolutamente inexistente.

Finalmente, há os que receberam com alegria a muda e decidiram cuidar dela com a simplicidade com que foram orientados: regar a fé e cuidar para que as ervas daninhas não tomassem conta. E assim fizeram, com constância e determinação, com resignação e consagração. Buscaram a Deus todos os dias, oraram mesmo quando não tinham vontade; fizeram da Bíblia o seu livro de cabeceira e procuraram viver a fé que receberam. O resultado foi a abundância constante do fruto desta comunhão: paz com Deus, alegria infinda, felicidade e domínio próprio.. Para eles não houve tempo ruim. Para eles as lutas de agora não se compararam com a felicidade que sentiram com Cristo e com a certeza de uma vida plena no Céu. Estes são os aprovados!

Somente estes realmente foram salvos. Somente estes terão parte na chácara do céu, na Nova Jerusalém. A verdadeira fé gera a verdadeira comunhão.

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 Amigo leitor, eu poderia forrar esta parábola com dezenas de textos bíblicos, mas creio que os leitores já sabem quais são eles. Eu pergunto: que tipo de voluntário é você? Seria do tipo que recebe a fé e não a rega, mantendo-se um bebê espiritual para sempre? Ou seria alguém do tipo que deixou o mundo e os seus cuidados sufocarem a nova vida que pensou ter? Ou será você alguém do tipo verdadeiro, cuja fé reproduz-se dia após dia com o fruto de uma nova vida? Que Deus o ajude a ser alguém do tipo que irá morar no Céu, com Jesus Cristo, o dono da comunhão.

 

 

 

 

 

 

 

Wagner Antonio de Araújo

COMO VOCÊ ENXERGA O MUNDO?

O modo como enxergamos o mundo, define a nossa maneira de viver.

Gostaria que você refletisse um pouco sobre como você enxerga o mundo à sua volta…

Você vê o mundo belo? Fácil, difícil, engenhoso, feio, ilustrado, eficiente?

Você é capaz de ver que enxergamos o mundo de acordo com aquilo que somos? Que vemos as pessoas conforme miramos o nosso mundo interno? Que muitas vezes, os outros são espelhos capazes de nos mostrar tudo que temos guardados em nós?

Vamos refletir um pouco.

Um senhor, beirando os 80 anos de idade, descansava no banco da praça de uma cidadezinha do interior, quando foi abordado por um homem que havia estacionado o carro à sombra de uma árvore:

_ Bom dia, senhor. Como vai?

_ Bom dia, meu amigo. Respondeu o idoso.

_ O senhor mora por aqui? Perguntou o motorista.

_ Sim, desde que nasci. Disse o senhor com tom de satisfação.

Ao que o visitante explicou:

_ É o seguinte: eu e minha família estamos de mudança para cá no final deste mês e eu gostaria muito de saber como é o povo daqui. O senhor pode me ajudar?

O idoso, então, perguntou ao homem:

_ Antes eu quero te perguntar uma coisa: como são as pessoas da antiga cidade que o senhor vivia?

Sem constrangimento, o futuro morador falou:

_ Ah… De onde eu venho, as pessoas são muito boas, um povo hospitaleiro, amigo. Todos se dão muito bem. Eu amava aquele povo! Só estou saindo de lá porque a empresa que eu trabalho abriu uma filial aqui e me colocou como diretor.

Satisfeito com a resposta, o idoso comentou:

_ O senhor é uma pessoa de sorte! Esta cidade é exatamente como a sua. Tenho certeza que sua família vai gostar muito da nossa gente. Somos muito ‘gente boa’. Para falar a verdade, você acabou de ganhar um novo amigo! Meu nome é José, muito prazer!

Aquele homem agradeceu o idoso pela hospitalidade, voltou para o seu carro e foi embora.

Horas mais tarde, outro homem também chegou à praça da cidadezinha e fez a mesma pergunta ao idoso, que continuava desfrutando daquele belo dia de sol.

_ Senhor, boa tarde. Estou pensando em me mudar para cá e gostaria de saber como é o povo dessa cidade.

O idoso perguntou:

_ E como era o povo da sua cidade, meu amigo?

Meio sem entender, aquele homem respondeu:

_ Vixi, era um povo muito sem educação. Um bando de gente orgulhosa, preconceituosa, arrogante e mesquinha. Só para você ter ideia, eu morei mais de 15 anos lá e não fiz um amigo sequer!

Com uma voz calma, o senhor de cabelos brancos disse ao homem:

_ Sinto muito, filho. Infelizmente você vai encontrar exatamente o mesmo tipo de pessoa na nossa cidade. As pessoas aqui não são amigas de ninguém, são orgulhosas e vivem com uma cara fechada. Te aconselho a procurar outra cidade para morar, pois o povo daqui vai te decepcionar muito!

O pipoqueiro da praça, que assistiu toda a conversa daquele senhor com os dois homens, não se conteve e perguntou:

_ Seu José, o senhor me desculpe, mas eu não pude deixar de ouvir as conversas que você teve com aqueles dois homens. Como o senhor pôde responder a mesma pergunta com duas respostas tão diferentes?

O Sr. José riu da curiosidade do pipoqueiro, e respondeu:

_ Ah, meu bom amigo… Nós sempre vemos e julgamos o mundo à partir da nossa visão, a partir de quem nós somos. Uma pessoa preconceituosa, por exemplo, vai enxergar todas as pessoas preconceituosas da cidade; uma pessoa briguenta só verá as pessoas complicadas do lugar.

_ Como assim, seu José? Não entendi o que o senhor quis dizer. Falou o pipoqueiro.

O idoso, então, explicou:

_ Aquele homem que veio aqui de manhã vai enxergar as pessoas boas e amigas de nossa cidade; já o segundo, que acabou de ir embora, só enxergará os orgulhosos, preconceituosos e arrogantes. Entenda uma coisa, rapaz: o mundo depende da visão que temos. O exterior sempre refletirá o que temos guardado no nosso interior.

Somos o que sentimos. As verdades que propagamos, retornarão de alguma forma a nós próprios, um dia.

Pergunte-se sempre: O que eu tenho feito de realmente útil, por mim e pelo mundo? Saiba que um dia a vida irá te cobrar, irá te indagar sobre qual a sua utilidade vivenciada cotidianamente.

 

Jesus disse: “Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!” (Mateus 6:22,23).

 

A GAROTA CEGA

Havia uma garota cega que se odiava porque era cega.

Ela odiava todos, exceto seu namorado amoroso. Ele sempre estava lá para ela.

Ela disse ao namorado: ‘Se eu pudesse apenas ver o mundo, eu me casaria com você’.

Um dia, alguém doou um par de olhos para ela. Quando as bandagens saíram, ela conseguiu ver tudo, inclusive o namorado.

Ele perguntou-lhe: ‘Agora que você pode ver o mundo, você vai se casar comigo?’

A menina olhou para o namorado e viu que ele era cego. A visão de suas pálpebras fechadas a chocou. Ela não esperava isso. O pensamento de olhar para eles o resto de sua vida levou-a a se recusar a casar com ele.

O namorado dela a deixou em lágrimas e dias depois escreveu um bilhete para ela dizendo: ‘Cuide bem dos seus olhos, minha querida, pois antes que eles fossem seus, eles eram meus.

Reflita:

É assim que o cérebro humano funciona quando nosso status muda.

Apenas uns poucos lembram como era a vida antes, e quem estava sempre ao seu lado nas situações mais dolorosas.

A vida é um presente.

Hoje antes de você dizer uma palavra indelicada,

Pense em alguém que não pode falar.

Antes de se queixar do sabor da sua comida, pense em alguém que não tem nada para comer.

Antes de você reclamar sobre o seu marido ou esposa, pense em alguém que está clamando a DEUS por um companheiro.

Hoje antes de você reclamar da vida,

Pense em alguém que morreu jovem demais.

Antes de se queixar dos seus filhos,

Pense em alguém que deseja filhos, mas eles são estéreis.

Antes de discutir sobre sua casa suja, alguém não limpou ou varreu,

Pense nas pessoas que estão vivendo nas ruas.

Antes de reclamar da distância que você dirige,

Pense em alguém que anda à mesma distância com os pés.

E quando você estiver cansado e reclamar do seu trabalho,

Pense nos desempregados, nos deficientes e naqueles que desejam ter seu emprego. E quando pensamentos deprimentes parecem te derrubar, coloque um sorriso em seu rosto e agradeça a DEUS que você está vivo e ainda está por perto.

A ASSEMBLÉIA NA CARPINTARIA

Contam que numa carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia.

Foi uma reunião de ferramentas para ajustar suas diferenças.
O martelo exerceu a presidência, porém a assembléia o notificou que tinha que renunciar. A causa? Fazia demasiado ruído! E, ademais, passava o tempo todo golpeando e fazendo barulho.

O martelo aceitou sua culpa, porém pediu que também fosse expulso o parafuso; disse que tinha que dar muitas voltas para que servisse para alguma coisa. Diante do ataque, o parafuso aceitou também, porém, por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Fez ver que era muito áspera em seu trato e sempre tinha atritos com os demais.

E a lixa ficou de acordo, com a condição de que fosse expulso o metro que sempre passava medindo aos demais segundo sua medida, como se fora o único perfeito.

Nesse momento, entrou o carpinteiro, pôs o avental e iniciou seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e parafuso. Finalmente e após horas de trabalho, a grosseira madeira inicial se converteu num lindo móvel.

Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia retomou a deliberação.
Foi então quando tomou a palavra o serrote, e disse: “Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, porém o carpinteiro trabalha com nossas qualidades. Isso é que nos torna valiosos. Assim que não pensemos em nossos pontos negativos e nos concentremos na utilidade dos nossos pontos positivos”.

A assembléia então chegou à conclusão que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para afinar e limar asperezas e observaram que o metro era preciso e exato.

Se sentiram então uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Se sentiram orgulhosos de suas forças e de trabalhar juntos. Ocorre o mesmo com os seres humanos.

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Breve reflexão sobre o texto:

Esse pequeno texto reflexivo, é bastante conhecido, mesmo assim eu quis postar, porque ele nos leva a refletir bastante sobre as nossas atitudes para com o nosso próximo. Somos todos imperfeitos, mesmo assim, muitas vezes cobramos a perfeição alheia.

Cometemos falhas todos os dias, temos defeitos marcantes, e quantas vezes nos pegamos julgando e atirando pedras em quem nos cerca.

Nós falhamos também, somos injustos quantas vezes, temos defeitos difíceis de serem tolerados e ainda assim apontamos os erros dos outros e os condenamos sem darmos a oportunidade de defesa. Vamos parar de nos sentir vítimas o tempo todo, vamos reconhecer que somos limitados e mudar a nossa postura diante da vida.

Assim como o martelo, o parafuso, a lixa e o metro, somos todos necessários com as nossas qualidades e defeitos.

Vamos dar o nosso melhor, vamos nos unir, vamos ser uma equipe, porque unidos seremos mais fortes!

SocorroMacedo

 

A ARTE DO SILÊNCIO

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.

Algum tempo depois, descobriram que era inocente.

O rapaz foi solto e, após muito sofrimento e humilhação, processou o vizinho.

No tribunal, o vizinho disse ao juiz:

– Comentários não causam tanto mal… E o juiz respondeu:

– Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel. Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir sentença!

O vizinho obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:

– Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!

– Não posso fazer isso, meritíssimo! – respondeu o homem. O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!

Ao que o juiz respondeu: – “Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.”

“Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada! Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.”

 

 

Refletir as nossas atitudes, é o melhor caminho para o acerto. Jesus vem🙌🙏, isso é fato!

O que você tem feito? Como tem tratado o seu irmão? Tem julgado? Acusado? Espalhado boatos? Reflita nesse texto.

 

COISA INJUSTA DIANTE DOS OLHOS

Há muito e muito tempo Davi, o servo do Senhor afirmou: “Não porei coisa injusta diante dos meus olhos” (Salmo 101.3).

Davi sabia do que estava falando. Os nossos olhos são terríveis e caem em seduções facilmente. Ele, rei estabelecido, soberano de Israel, com o domínio político-espiritual do país, tendo família numerosa, olha para o lado de fora do palácio. E o que vê? Uma mulher formosa a banhar-se no rio. Foi o bastante. Os olhos contemplaram, cobiçaram e conduziram o rei ao trágico pecado do adultério e do homicídio. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. (1Jo 2:16).

Foi assim que Eva, a primeira mulher de nossa espécie, aliás, fruto da própria criação de Deus e não de uma fantasiosa evolução, tinha tudo aos seus pés. Ela era esposa do único homem do mundo, Adão. Não tinha rivais. Era a possuidora da única fazenda do planeta. Podia comer de tudo, das mais frutíferas árvores jamais vistas. E não tinha maldade em si, ela e o esposo estavam nus e não se apercebiam de qualquer malícia. O que aconteceu? Os olhos! Ah, Satanás sabia seduzir. Através da primeira médium da humanidade, a Serpente do Paraíso, mostrou a Eva a beleza de uma fruta. E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. (Gn 3:6). Mais uma vez os olhos!

Os nossos olhos são pecaminosos. Eles amam olhar para tudo aquilo que Deus mandou não olhar. Eles buscam tudo aquilo que Deus mandou deixar. Por isso Jesus afirmou: Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. (Mt 6:23). Também disse à Igreja de Laodicéia: Aconselho-te que … unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. (Ap 3:18). Nós enxergamos tudo distorcido. Vemos beleza onde não há e deixamos de ver as maravilhas do Senhor. Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei. (Sl 119:18). Sim, precisamos clamar a Deus para que Ele abra os nossos olhos!

Mas também para que os feche. Aqueles vídeos imorais que enviam para nós, ou que buscamos na internet; aquelas maledicências que circulam nos grupos ou sites de fofocas sobre celebridades, políticos ou religiosos; aquelas cobiças alheias da vida que os outros têm, tudo isso chama-se pecado. Nós não somos fortes o bastante para resistir às tentações. Portanto, meus amados, fugi da idolatria. (1Co 10:14); Fugi da prostituição. (1Co 6:18). Temos que tomar a mesma decisão de Davi: não colocar coisas injustas diante de nossos olhos. Assim, cumpre-se o que o velho ditado diz: o que os olhos não vêem, o coração não sente. Dessarte, se não nos expormos a estas futilidades, perversões e ilusões, não as desejaremos também.

Como anda a sua vista? O que tem colocado diante dos olhos? O que assiste? Queira Deus, em Sua misericórdia, conceder-lhe força de vontade para decidir não colocar nada injusto diante de seu olhar. Que Ele nos abençoe. Amém.

 

 

 

Pr  Wagner Antônio de Araújo