DEPENDÊNCIA DE DEUS E DEPENDER DO OUTRO

Pensando por esses dias em quão dependente somos.

Dependemos de DEUS, mas dependemos também do outro.

Muitos cristãos pensam que só precisam depender de Deus, mas a vida vai ensinando que, precisamos viver na dependência de Deus, mas, precisamos uns dos outros.

No evangelho de Lucas (23.46); o próprio Jesus mostrou dependência do Pai (o Deus que criou os céus e a terra), crucificado na cruz ele clamou em alta voz, Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.  Veja também a vida do Profeta Jonas, (1.3-7) depois que ele tentou fugir da presença de Deus, para não realizar a sua obra. O que foi que aconteceu? O sofrimento foi maior, agora eu encontro um homem que tentou direcionar os seus próprios caminhos, ou seja, não estava mais na direção de Deus, não dependia mais de Deus, pelo contrário estava na contra mão de Deus. Relata a Bíblia no livro de Jonas (2.2-9) que ele o próprio Jonas recorreu a Deus, em clamor do ventre do grande peixe para Deus livrá-lo da morte. Observe que para se relacionar com Deus ou melhor para obter algo de Deus; como escape; livramento, refúgio, socorro, milagres; enfim vitórias. Têm que haver uma total submissão a Deus, depois é que vem á resposta como socorro bem presente. Como está você? Como está sua vida? Como está o seu altar? Você realmente depende de Deus? Se você depende de Deus não se preocupe com as perseguições. Deus deixará todos os seus perseguidores confundidos, os que lhe perseguem, tratarão com o próprio Deus. Eu poderia citar muitas referências bíblicas aqui sobre a dependência de Deus: Proverbios 3:5-6 – Lucas 18:27 – Filipenses 4:13 – Salmo 32:8 – João 14: 6 – Jeremias 10:23 – O Homem que é totalmente dependente de Deus, tem que estar sempre em seu caminho sabendo que Ele quem nos dirige os passos, bem como ter aceito somente Seu Caminho que é JESUS, o novo e único caminho vivo que nos leva a Deus, de quem dependemos em nossa caminhada, assim como é por Ele nosso respirar, e por Ele seja todas nossas respostas a qualquer situação que enfrentemos.

Contudo, muitos esquecem que precisam uns dos outros também. Depender dos outros não me tira a liberdade, e sim me dá essa mesma liberdade para saber que dependência é sinal de estar livre, principalmente interiormente. É ter a segurança que o juízo do outro, não anula o meu, e que, aceitá-lo só acrescenta. Eu poderia passar toda a minha vida lutando pela liberdade e, no entanto, ir contra a mesma, porque sigo caminhos tortuosos que me aprisionam a mim mesmo, enganando-me com uma tal liberdade do “faço o que quero”. Quando, na verdade, não é somente aquilo que quero, mas o que estou condicionado a fazer. Ou então, me dispor a depender. Depender do outro, depender de Deus. Só assim, saberei saborear a verdadeira liberdade. É o ponto de partida para uma vida livre dos estigmas da auto suficiência.

Para ilustrar melhor sobre a dependência do outro, leiam o texto abaixo:

VAMOS REFLETIR JUNTOS…

Você sabia que…?

Seu NASCIMENTO foi através de *Outros*;

Seus primeiros BANHOS foram dados por *Outros*;

Seu NOME foi dado por *Outros*;

Você foi EDUCADO por  *Outros*;

A sua RENDA, ainda que indiretamente, vem por meio de *Outros*;

Se você quer se DIVERTIR, ou faz uma viagem, vai a um show, cinema, teatro, restaurante, estádio, são os *Outros* que te servirão;

Quando você ADOECE é cuidado por *Outros*;

O RESPEITO a si é dado por *Outros*;

Seu ÚLTIMO BANHO será dado por *Outros*;

O seu FUNERAL será realizado por *Outros*;

E os PERTENCES e  PROPRIEDADES serão herdados por *Outros*.

Então, questiono-me por que motivo alguns de nós deixamos o nosso EGO, nosso TEMPO, nossa CARREIRA, nosso DINHEIRO e nossas CRENÇAS nos levarem a menosprezar  o valor dos OUTROS. Está na hora de nos tornarmos mais amorosos, mais humildes e vivermos pacificamente com os OUTROS; porque nesta vida precisamos uns dos outros,  em todo o tempo.

Tenhamos gratidão com o próximo!

Cada um de nós é O OUTRO DO OUTRO.

Vamos cuidar uns dos outros!

Lembre-se:

Em tudo, eu e você precisamos UM DO OUTRO!

 

NOVO ANO, OUTRA VEZ…

Daqui a pouco o ano termina, precisamos nos conscientizar de que, se não fizemos o melhor, pelo menos tentamos. O sol está prestes a raiar no horizonte anunciando o novo ano que vai nascer; o momento é de muita euforia, haverá muita troca de beijos, abraços. Todo ano é assim, a esperança se renova na certeza de dias melhores. É chegada a hora de dar uma trégua para fazer um minucioso balanço de tudo que foi vivido em nossa vida até agora.

Espera-se o Ano Novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas, propósitos renovados para tantas coisas… É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para o novo ano. É tempo de virada do ano, de celebrações que despedem o ano velho, mas é também momento de reflexão, de ponderação e principalmente de gratidão. Gratidão a Deus por tudo!

Muda o ano, mas o homem continua com suas imperfeições. Mas, fazer o que? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? De forma alguma. Tenhamos a sabedoria de contornar todos os obstáculos, como faz a água, que quando não pode seguir sempre em frente, contorna os obstáculos e segue adiante.

Mudam-se os anos, mudam-se os capítulos da nossa vida, mas a beleza dessa história está em nós: os personagens. Nós que nos mantemos presentes a tudo iluminando a jornada da vida. O que tá valendo é viver cada momento e construir a cada passo suas experiências, é você olhar para trás e ver que valeu a pena! A vida é feita de momentos e a cada momento as coisas mudam, é claro que muitas vezes as coisas não são boas, o pneu fura, o amigo te decepciona, o dinheiro que não veio, o amor que acabou. Mas que graça teria se tudo fosse igual? Tem sentido deixar de lutar e ser feliz, porque algo não aconteceu como você queria ou porque  não deu certo? Não, claro que não.

Quero desejar a todos um Novo Ano cheio de vitórias e bênçãos de Deus. Se os seus desejos ainda não se realizaram, continue perseverando, pois a oportunidade permanece aberta em 2018. Lembro-me sempre de uma frase que ouvi e gosto muito: “Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade”.

Que saibamos transformar tudo em boa experiência! Que permitamos olhar o outro e o mundo com generosidade, assim as coisas ficam diferentes. Somos fracos, somos imperfeitos,  mas podemos melhorar, podemos ter um novo olhar, só depende de nós.

Deus nos presenteou com mais um ano, e a Ele devemos agradecer pela generosidade e misericórdia infinitas.

Vamos receber o Ano Novo com a alma renovada de esperança e alegria, carregando Jesus no coração, que o Evangelho seja nossa orientação em cada dia deste novo ano. Que saibamos encontrar a felicidade na paz e no amor de Cristo. Que Deus abençoe a todos e Sua luz ilumine os nossos corações.

Que a maior promessa de Ano Novo seja o fortalecimento da nossa fé, e que a saibamos cumprir em cada um dos 365 dias de 2018.

 

 

A MELHOR HORA


A melhor hora para orar é quando não se tem vontade. Sim, porque é a hora em que mais precisamos! A falta de vontade de orar é semelhante à falta de vontade de comer por parte do doente enfraquecido: quanto menos come, menos fome tem. E nós sabemos que, se ele não se alimentar, irá morrer! A oração, para o crente, é gênero de primeira necessidade! Diz a bíblia: “Orai sem cessar.” (1Ts 5.7).

A bíblia não fala para orarmos só quando temos vontade. Se dermos ouvidos à vontade, não oraremos nunca! Mas, boas notícias: é só começar, que a sede de comunhão volta! “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!”(Sl.42.1).

A melhor hora para se ler a bíblia é quando não se quer lê-la. Sim, porque é quando mais precisamos dela! Não estou dizendo para você parar o trabalho que está fazendo, nem deixar de dirigir o automóvel no meio da estrada. Estou dizendo que não se deve obedecer à vontade, mas fazer força e ler as Escrituras! Sem bíblia, fatalmente tomaremos decisões erradas, e trocaremos o “melhor” pelo “apenas regular”, ou até pelo “ruim”!

Não há crescimento sem bíblia! Já viu um bebê crescer sem comer? Aqui também funciona o “começômetro”: começa-se ler, gosta-se, e continua mais e mais! Faça prova! Por isso o salmista disse, sobre o homem abençoado: “Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite”                            (Sl.1.2).

E ir à igreja? Às vezes é tão cansativo! Tem dia que é um fardo pesado, não é mesmo? Eu já me senti altamente desmotivado a ir. Depois paguei o pato, tendo uma semana “amarela”, sem graça e sem cor, e uma profunda dor na consciência, por ter me privado da adoração, da comunhão, da pregação, do ofertório, etc. Quando a gente volta, no outro fim de semana, parece que passou uma década, está tudo meio diferente! Eu aprendi que, quando eu menos querer ir, é justamente a hora em que eu mais precisarei congregar com meus irmãos e adorar a Deus em comunidade! “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.”                       (Hb.10.25).

Se a sua igreja for sadia (boa doutrina, razoável comunhão, boa ética), você sairá de lá fortalecido! E se convencerá que, faça chuva ou faça sol, igreja é prioridade em sua agenda. E sem ninguém obrigar!

 

 

Pr. Wagner Antonio de Araújo

A ARROGÂNCIA PRECEDE A QUEDA

A soberba precede a ruína, o espírito arrogante vem antes da queda. Provérbios 16:18

Eu poderia definir arrogância como o sentido de uma pessoa de sua própria importância e que se mostra de uma maneira orgulhosa e insultante diante dos outros. Ser arrogante significa ser altivo, prepotente, ter a convicção que é expert em vários assuntos e, por isso, não ter interesse em ouvir outras opiniões. Olha de cima para os outros com uma atitude superior e com respeito as outras pessoas considera-os, exatamente da maneira oposta. Quando Tiago escreveu sobre a arrogância e o orgulho ele disse: “Mas agora vos jactais das vossas arrogâncias; toda jactância tal como esta é maligna” (4:16). A palavra grega para arrogância usada aqui é o substantivo “alazoneia” e significa “vazio, fanfarrão” e “insolente” muito do que você vê no mundo de hoje. Deus não quer que a gente se vanglorie do amanhã, porque nós nem sequer sabemos se vamos viver até então.

É exatamente por isso que Deus se opõe aos soberbos (Tiago 4:6) portanto nós não temos nada para se gabar. É por isso que somos salvos por meio da fé (Efésios 2:8) e não é “resultado de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:9). Conhecendo a natureza humana e conhecendo o nosso próprio eu, se acreditássemos que conquistamos a nossa salvação pelas obras, nós estaríamos ostentando ou se gabando o tempo todo.

Paulo alertou Timóteo sobre os tempos que estavam vindo e eu acredito que eles chegaram; quando Paulo escreveu: “pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios” (2 Timóteo 3:2).

Eu tenho que lutar contra a minha própria tendência de ser cheio de orgulho e arrogância também.

Eu concluo  tenho que matar o gigante do orgulho e da arrogância quase todos os dias. Eu preciso ser humilde diante de Deus; eu tenho que me humilhar ou Deus vai ter que fazer isso por mim, e acho que então será mais doloroso.

O diálogo abaixo é verídico, e foi travado em outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.

Os americanos começaram na maciota:

– Favor alterar seu curso 15 graus para norte
para evitar colisão com nossa embarcação.
Os canadenses responderam de pronto:
– Recomendo mudar o seu curso 15 graus para sul.O americano ficou mordido:
– Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana.
Repito, mude o seu curso.Mas o canadense insistiu:
– Não. Mude o seu curso atual

O negócio começou a ficar feio. O capitão americano
berrou ao microfone:
– Este é o porta-aviões uss lincoln, o segundo maior
navio da frota americana no atlântico. estamos
acompanhados de três destroyers, três fragatas e
numerosos navios de suporte. eu exijo que vocês
mudem seu curso 15 graus para norte,
ou então tomaremos contramedidas para
garantir a segurança do navio.

E o canadense respondeu:
– Aqui é um farol, câmbio!

 

Às vezes a nossa arrogância nos faz cegos…
quantas vezes criticamos a ação dos outros,
quantas vezes exigimos mudanças de comportamento
nas pessoas que vivem perto de nós quando na verdade
nós é que deveríamos mudar o nosso rumo.

 

ANDAR OU PARAR

Preciso andar. Mas quero parar.

Se parar não chegarei. Se andar, não pararei.

A vontade pede para parar, mas o ideal exige que eu continue a andar.

Que dilema!

Se eu parasse descansaria e não me cansaria.

Mas parado eu jamais chegaria.

Se eu andar continuarei cansado; porém, cada vez mais próximo do destino.

Não há um dia em que esse dilema se me não apresente.

Andar ou parar?

Se eu ouvir conselhos viverei em antagonismos:

– Vê? Não está cansado? Pare logo e descanse!

– O que? Parar agora? E o seu destino, como chegará?

– Parar? Andar? É indiferente, a vida não significa nada mesmo!

– Cuidado! O que decidir afetará o futuro; ou ficará aqui ou estará lá!

Que dilema! O que fazer?

A inércia não constrói e nem premia a ninguém; somente o esforço e a perseverança.

“Aquele que perseverar até o fim…”

Não marquei o destino à toa; pensei muito bem e decidi com consciência.

Parar agora seria fraqueza, falta de ideal, ruptura.

O que são algumas gotas de suor e um cansaço temporário, diante de um destino tão maravilhoso do qual desfrutarei quando chegar?

Não!

Não vou parar!

Vou andar!

Não vou desistir!

Vou perseverar!

E o cansaço, quando me insultar

Ouvirá bem alto:

Você não vai me derrotar!

 

Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. (Fp 3:14)

E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho,

andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda. (Is 30:21)

Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, (Cl 2:6)

 

 

 

 

 

Wagner Antonio de Araújo

 

JULGAR O OUTRO, É O NOSSO MAIOR PECADO

NÃO julgueis, para que não sejais julgados.

       Porque com o juízo com que julgardes sereis  julgados,

  e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.

Mt 7:1,2

As pessoas têm o feio costume de julgar as outras pelas

Você já foi julgado ou discriminado por causa de aparências?

aparências, embora saibam que estas são enganadoras. Julgam e sentem prazer nisso. Prazer, principalmente quando vêm o outro humilhado, por quaisquer motivos.

O pior é que, com base nestas aparências, espalham seu pré-julgamento como verdade para os demais. E estes, sem verificarem os fatos anteriormente, “compram” a idéia e discriminam o sujeito, sem antes dar espaço para ele mostrar quem realmente é.

É assim que acontece com aqueles que são marcados pelas fofocas. É drogado? Por algum motivo é revoltado? Tem algum problema de saúde? Pois é… Mas, e você que julga, antes de espalhar a sua opinião, já pensou em saber o que se passa com cada um, dentro de cada lar? O problema é que os fofoqueiros de plantão, aqueles falsos moralistas, esquecem de olhar primeiro para a sua casa, para os seus próprios problemas e passam a julgar e a olhar sempre a casa do vizinho.

Se formos analisar a vida deste fofoqueiro, veremos que muitas vezes possui pouca moral para pré-julgar alguém, tendo em seu “currículo” de vida atitudes piores do que aquele que está sofrendo o julgamento.

Então, antes de apontar o outro com o seu dedo sujo, é preciso olhar para si mesmo. Compartilho abaixo, uma história  que ilustra bem como as pessoas se permitem enganar por aparências.

Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma pobre órfã, de oito anos de idade.

Era uma criança lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras e, francamente, malquista pelos professores.

Por essa razão, a menina vivia no maior isolamento. Ninguém para brincar, ninguém para conversar… Sem carinho, sem afeto, sem esperança… Sua única companheira era a solidão.

O Diretor do orfanato aguardava, ansioso, uma desculpa legítima para livrar-se dela. E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.

Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore. O Diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.

Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.

E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.

Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção à árvore na qual estava colocada a mensagem. De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.

O Diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos.

Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem: “A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você”.

Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram. Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.

Há uma antiga e sábia oração dos índios Sioux que roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias.

Antes de  julgar a minha vida, calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri.

Também tantas outras religiões ensinam a não julgar o próximo. Falta aplicar esse ensinamento.

Antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais profundos. Aqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para proteger-se dos sofrimentos que a sua lembrança lhe causaria.

Não seja leviano e ignorante. Não julgue pelas aparências. E, se for difícil conter o julgamento, ao menos tente conter a sua língua, influenciando quanto menos possível os demais. Fará bem a você e também à toda a sociedade.

 

 

 

TRÍPLICE LIVRAMENTO

“Pois livraste da morte a minha alma, das lágrimas,  

os  meus olhos, da queda os meus pés”. Salmo 116.8

O autor deste salmo fala de três coisas importantíssimas na vida de todo o homem: alma, olhos e pés. Com a alma nós existimos, vivemos, temos consciência de quem somos. É ela quem faz com que não sejamos um corpo morto, um ser inanimado. A segunda coisa da qual ele fala são os olhos. Os olhos são a janela da alma, o meio através do qual enxergamos o mundo ao nosso redor. Como é difícil ser privado das vistas! É claro que Deus dá graças e o homem pode lutar e vencer sem elas, mas as vistas enxergam mais do que o ambiente; elas vêem o que o coração quer ver. E a terceira coisa são os pés. Também há pessoas privadas destes, mas eles são deveras importantes para a locomoção, para a vida independente, para a saúde do corpo. O salmista fala de três livramentos envolvendo estas partes que compõem o homem.

Ele diz que Deus livrou a sua alma da morte. É Ele quem dá livramento à nossa alma. E ainda mais: Ele nos livra do inferno, da condenação eterna. Não é a nossa força, o nosso mérito, o nosso esforço quem nos concede a salvação. Diz-nos a Bíblia: “Pela graça sois salvos por meio da fé” e ainda diz: “O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado”. É Deus quem livra a nossa alma da perdição.

Também afirma que Deus livrou os seus olhos das lágrimas. Todos choramos, mas há um choro que pode ser consolado para sempre: é o choro da perdição. Conta-nos a Bíblia que um rico encontrou-se no Hades cheio de fogo e desconforto, e que olhou para o “seio de Abraão”, o Paraíso e viu Lázaro, um pobre que fora salvo. Ele lamentou o seu estado e rogou pelos seus na Terra. Não foi atendido, pois as orações só recebem resposta em vida. E lamentou estar naquele estado. Deus, ao salvar a nossa alma em vida, livra-nos de lágrimas eternas. Quem se refugia em Deus encontra consolo.

Por fim, livrou os seus pés da queda. Ele está se referindo às quedas que podemos ter na vida se não observarmos os mandamentos de Deus. Quem quer uma vida abençoada e com bons resultados deve andar nos caminhos de Deus. Quem se firma na Palavra do Senhor não cai. E se cair, o Senhor o levantará. Deus sustenta a quem o coloca em primeiro lugar.

Que tríplice livramento maravilhoso! Que cada leitor experimente também, na presença de Deus, bênçãos tão maravilhosas quanto as que o autor deste salmo experimentou.

 

 

Pr Wagner Antonio de Araújo

 

LIBERTE-SE, PERDOE!

Perdoar é libertar e libertar-se!

O perdão é uma das coisas mais libertadoras que alguém pode fazer.

A falta de perdão é como uma pedra amarrada na perna de alguém, que a arrasta para o fundo do mar. Se Deus perdoou os nossos pecados e se nós queremos ser parecidos com Deus, que motivos podemos ter para não perdoar alguém?

E, quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial perdoe os seus pecados. Mas, se vocês não perdoarem, também o seu Pai que está nos céus não perdoará os seus pecados”.Marcos 11:25-26

 Se nós perdoarmos, receberemos perdão; essa é uma verdade que nos deve motivar. Se realmente compreendemos o que Jesus fez na cruz, o perdão deve fluir no nosso coração.

Essa pequena história, ilustra bem o que a raiva e a mágoa pode fazer em nós. Leiam e medite!

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.

Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:

– Pai estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito o que fez comigo. Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta, calmamente, o filho que continua a reclamar:

– O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado.

Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

– Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.

Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:

– Filho como está se sentindo agora?

– Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:

– Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Só se conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos.

O pai, então, lhe diz ternamente:

– Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

            Assim ficamos todos nós, quando deixamos que a raiva resseque a alma e endureça o coração.

            Pense nisso!

UM HOMEM MILIONÁRIO E O E-MAIL

 

Um homem que estava desempregado, entra num concurso da Microsoft para ser técnico de limpeza.

O Gerente de Recursos Humanos entrevista-o, faz um teste (varrer o chão) e lhe diz:

– O serviço é seu; dê-me o seu e-mail e eu lhe enviarei a ficha para preencher, a data e hora a que deverá se apresentar para o serviço.

O homem, desesperado, responde que não tem computador, e muito menos, e-mail.

O Gerente de RH, disse que lamenta, mas se não tiver e-mail, quer dizer que virtualmente não existe, e, como não existe, não pode ter o trabalho.

O homem sai, desesperado, sem saber o que fazer; somente tem US$ 10 no bolso.

Então decide ir ao supermercado e comprar uma caixa de 10 quilos de tomates.

Bate de porta em porta vendendo os tomates a quilo, e, em menos de duas horas, tinha conseguido duplicar o capital. Repete a operação mais três vezes e volta a casa com US$ 60.

Então, ele verifica que pode sobreviver dessa maneira, sai de casa cada dia mais cedo e volta a casa mais tarde, e assim triplica ou quadruplica o dinheiro a cada dia.

Pouco tempo depois, compra uma Kombi, depois troca por um caminhão e pouco tempo depois chega a ter uma pequena frota de veículos para distribuição.

Passados 5 anos, o homem é dono de uma das maiores distribuidoras de alimentos dos Estados Unidos.

Pensando no futuro da sua família, decide fazer um seguro de vida.

Chama um corretor, acerta um plano e quando a conversa acaba, o corretor lhe pede o e-mail para enviar a proposta. O homem diz que não tem e-mail.

Curioso, o corretor lhe diz: você não tem e-mail e chegou a construir este império, imagine o que você seria se tivesse e-mail!

O homem pensa e responde:

– Seria um homem de limpeza da Microsoft!!

 

* Moral da História 1: A Internet não soluciona sua vida

* Moral da História 2: Se você quer ser técnico de limpeza da Microsoft, procure ter um e-mail.

* Moral da História 3: Se você não tem e-mail e trabalha muito, pode ser milionário.

* Moral da Histíria 4: Se você recebeu isto por e-mail, você está mais perto de ser técnico de limpeza do que de ser milionário.

MÁGOA

Maria e Mhirtes são da mesma igreja. São até amigas, não das mais chegadas, mas se respeitam e até sorriem. Contudo, ao final de um culto, por causa de um automóvel estacionado, elas brigam. Uma bloqueou o estacionamento da outra, e então começam um grande bate-boca na porta da igreja. A turma do “deixa-disso” aparece, e dissipa o foco de briga. Após o evento, juntam-se uns com Maria, apoiando-a, e outros com Mhirtes, confortando-a.

O tempo passa e ambas fazem de conta que nada aconteceu. “Os incomodados que se mudem”, e esperam que a outra vá embora da igreja. O pastor, contudo, espera que ambas se reconciliem. O tempo passa rápido. Três meses.

“Maria, não vai mais falar com Mhirtes?” “Deus me livre, pastor. Não quero nem papo, nem olhar pra ela”. “Maria, não é assim que devemos fazer. Precisamos perdoar as ofensas, foi isso que o Mestre nos ensinou em Sua palavra”. “Ah, pastor, eu ainda não cheguei nesse capítulo…” E os dias correm.

Chega a Ceia do Senhor. Aliás, mais uma Ceia, onde ambas, bicudas, iriam rejeitar  o cálice e o pão. Mas, antes da celebração, chamei Maria e disse-lhe: “Maria, hoje é o dia de dormir o sono dos justos!” “Como assim, pastor?” “Hoje você deve perdoar como também foi perdoada, e acolher, como também foi acolhida”. “Mas ela me rejeitará, pastor!” Então eu digo: “E daí? Que importa para você? O problema não será mais seu!”

Começa a Ceia. Dou a oportunidade para que os magoados e os magoadores, busquem as pessoas prejudicadas ou prejudicantes, e que dêem o abraço silencioso do perdão dado ou recebido. Começamos o canto do hino “Pão da Vida, Pão dos Céus”. Maria se levanta, cabisbaixa, vermelha, sem vontade, mas obedecendo às instruções de Cristo, e busca Mhirtes, e a abraça. Mhirtes sequer olha para Maria, mas a abraça, para não ficar feio diante dos outros.

Ao final, Maria me procura: “Pastor, Mhirtes nem me acolheu!” “E daí, Maria? Você fez a sua parte! O problema não é mais seu, mas dela! Agora vamos orar para ela também abrir a alma e o coração. Quanto a você, durma hoje o sono dos justos” Maria sorriu e saiu. A impressão que tive é que ela flutuava, de tão leve!

Isso não é ficção. Isso é fato, acontecido em meu ministério, apenas troquei os nomes. E não é antigo. Infelizmente, cenas como essa existem aos montões, pelas igrejas afora. Quantos de nós já não fomos protagonistas numa delas? Quantos não fomos as vítimas, ou, pior ainda, não fomos os réus?

Gosto da Ceia do Senhor por isto: porque ela nos obriga a acertar as contas. Do contrário, se deixarmos de participar, estaremos em pecado (examine-se o homem, e COMA DO PÃO, diz I Coríntios 11.28). E, se participarmos indignamente, seremos réus e poderemos adoecer e até morrer (vide o mesmo capítulo). Não temos alternativa: a única que nos resta é consertar. Pois no Reino de Deus não há espaço para a cara feia e para a mágoa. Nem para a raiz de amargura e a inimizade. Essas coisas não devem existir e nem serem nomeadas entre nós.

Se o seu coração está magoado, desmagoe-o, perdoando. Pense assim: “Toda vez que eu me lembrar do que você fez, também vou me lembrar que perdoei você”. E viva feliz, desintoxicado do ódio, da mágoa e da dor!

 

 

 

Wagner Antonio de Araújo