AS BOLACHAS

 

Uma moça estava à espera de seu vôo, na sala de embarque de um grande Aeroporto.

Como ela deveria esperar por muitas horas pelo seu voo, resolveu comprar um livro para matar o tempo.

Comprou, também, um pacote de bolachas.

Sentou-se numa poltrona, na sala VIP do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz.

Ao seu lado sentou-se um homem.

Quando ela pegou a primeira bolacha, o homem também pegou uma.

Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. Apenas pensou:

“Mas que cara de pau! Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse!”

A cada bolacha que ela pegava o homem também pegava uma.

Aquilo a deixava tão indignada que não conseguia nem reagir.

Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou:

“O que será que este abusado vai fazer agora?”

Então o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela.

Ah! Aquilo era demais! Ela estava bufando de raiva!

Então, ela pegou o seu livro e as suas coisas e se dirigiu ao local de embarque.

Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona já no interior do avião, olhou dentro da bolsa para pegar uma bala, e, para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá… ainda intacto, fechadinho!

Ela sentiu tanta vergonha! Só então ela percebeu que a errada era ela, sempre tão distraída!

Ela havia se esquecido que suas bolachas estavam guardadas, dentro da sua bolsa…

O homem havia dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado, enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo as dela com ele.

E já não havia mais tempo para se explicar… nem para pedir desculpas…

 

Reflexão:

Quantas vezes, em nossa vida, nós é que estamos comendo as bolachas dos outros, e não temos a consciência disto?

Antes de concluir, observe melhor!

Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa!

Não pense o que não sabe sobre as pessoas.

“Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:

* a pedra, depois de atirada;

* a palavra, depois de proferida;

* a ocasião, depois de perdida

* e o tempo, depois de passado”.

 

TAMANHO GG

Sabemos que o padrão de beleza atual das mulheres, não cabe as gordinhas.. Estas são discriminadas porque fogem ao padrão de beleza exigido pela sociedade. E muitas pessoas ainda se influenciam quer queiram quer não, por essa “imposição” social. Não tem roupa pra gorda no Brasil. Não tem mercado pra gorda no Brasil. Pessoas gordas sofrem preconceito em entrevista de emprego (li que precisam fazer cerca de quarenta entrevistas a mais do que uma pessoa magra). Não tem gorda na televisão, a não ser quando é no papel d’A Gorda. Pessoas gordas sofrem preconceito no sistema de saúde. Pessoas gordas sofrem preconceito no transporte público. Pessoas gordas não são doentes. Pessoas gordas são apenas gordas. O nosso texto hoje fala um pouco disso e nos leva a refletir.

Uma moça trabalhava em um brechó de um hospital, como voluntária. Certo dia adentrou na loja certa senhora bastante obesa, e de cara a moça pensou que não tinha nada na loja na numeração dela. Sentiu-se apreensiva e constrangida naquela situação, vendo a senhora percorrer as araras em busca de algo que a jovem sabia que ela não encontraria. Ficou angustiada, porque não queria que a senhora se sentisse mal pelo tamanho das peças de roupas, se sentindo excluída implícita. Foi quando o esperado aconteceu. A senhora se dirigiu à jovem atendente e disse triste: -“É… não tem nada grande, não é?” E a jovem, sem até aquele momento saber o que diria, simplesmente abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu: -“Quem disse? Claro que tem!! Olha só o tamanho desse abraço!” E a abraçou com muito carinho. A senhora então se entregou àquele abraço acolhedor e deixou-se tomar pelas lágrimas exclamando: -“Há quanto tempo que ninguém me dava um abraço.” E chorando, tal qual uma criança a procura de um colo, lhe disse: -“ Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava”

Essa pequena história nos leva a refletir. Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço, de uma palavra de carinho, de um gesto de amor. Será que dentro de nós, se procurarmos no nosso baú, lá nas prateleiras da nossa alma, no estoque do nosso coração, também não acharemos algo GRANDE que sirva para alguém?

REFLEXÃO:

_Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço, de uma palavra de carinho, de um gesto de amor. Será que dentro de nós, se procurarmos no nosso baú, lá nas prateleiras da nossa alma, no estoque do nosso coração, também não acharemos algo “GRANDE” que sirva para alguém?

UM ABRAÇO, TAMANHO GG PARA TODOS!

HÁ FLORES NO CAMINHO

HÁ FLORES NO CAMINHO

A vida quotidiana é de tal forma atarefada que, se possível, nossos carros iriam sozinhos para os lugares de costume. Hoje, com o império dos GPS chega até a ser possível que isso ocorra.

Nós chegamos, telefonamos, falamos na internet, fazemos as nossas reuniões, vamos aos locais necessários, levamos os filhos à escola, o cônjuge ao trabalho, passamos no mercado para comprar o básico, estacionamos na agência bancária, vamos à igreja, e se estivermos em São Paulo perdemos duas horas no trânsito.

Numa dessas idas e vindas notei algo confortador: As árvores da rua, as moitas nas praças e jardins, as plantas da minha casa, elas estavam floridas! Sim, há flores em todo o caminho e eu sequer havia notado!  São flores das mais diversas, das cores mais diferentes, dos tamanhos mais variados. Há flores que perfumam a noite e outras que encantam o dia. Da janela de meu quarto, onde sempre olho para a rua procurando alguém ou alguma coisa eu pude encontrar as flores efusivamente festejando a primavera que se aproxima! Só os pássaros e as abelhas festejavam!

Há flores no caminho. Nós é que não as observamos. Nossos olhos estão fixos no cimento da calçada, no asfalto da rua, nos tijolos dos muros ou no cinzento do céu. Mas há flores no caminho!

A vida é assim, não é mesmo? De tanto sofrimento em inúmeras provações esquecemo-nos de encontrar alguma beleza ou algum sentido para viver. Disse o salmista: Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele. (Sl 118:24). Igualmente em outro trecho nos fala, citando a experiência da idade avançada: Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios. (Sl 90:12) Quando inexperientes deixamos os dias correrem com a pressa das agendas. Quando a idade avança consideramos cada dia uma dádiva, algo a ser celebrado! O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate. (Pv 15:13) E alegrarmo-nos com o que?

Diz o Novo Testamento: Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1Ts 5:18). Agradecer. Agradecer a Deus pela vida, pelas bênçãos e também pelas provações, pois tudo tem um propósito. Nada acontece por um acaso. E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Rm 8:28). Para isso precisamos encher a nossa cabeça com coisas boas, afastando as ruins: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Fp 4:8).

Pensamentos seletivos: o segredo para uma vida de gratidão.

Os jardins estão florindo e eu estou a olhar para as paredes! Preciso admirar mais as belezas que o Senhor coloca no caminho e menos para os buracos da calçada. Eu não posso impedir uma pomba de pousar em meu ombro, mas posso afugentá-la para que não me transforme em poleiro. Assim, eu não posso impedir um pensamento ruim de vir exibir-se em minha mente; mas posso expulsá-lo: E não vos conformeis  com este mundo, mas transformai-vos  pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Rm 12:2)

A propósito, você reparou que as árvores estão floridas? Não? Hoje, ao andar pelo caminho repare, porque bem pode ser que esteja perdendo um grande espetáculo.

“Conta as bênçãos, conta quantas são recebidas da divina mão; uma a uma, dize-as de uma vez, e hás de ver surpreso quanto Deus já fez”

 

Wagner Antonio de Araújo

A VIDA É LINDA E EFÊMERA, COMO ESTA FLOR.

A vida é passageira. Por isso a vida deve realmente deve ser vivida com intensidade, pois ela é curta, efêmera, mas infelizmente muitas vezes não nos damos conta disso. Aquela pessoa querida, que muitas vezes você deixamos passar pela vida sem dar a importância e a atenção que merece, assim como muitas coisas preciosas que somente  nos damos conta quando perdemos, ou quando o ciclo (que parecia ser eterno), se acaba (nossos amigos, nossos empregos, nossa carreira, nossos pais,  nossos amores). Este texto faz uma comparação de vários aspectos da nossa vida passageira a vida das flores, com o mesmo aspecto cíclico e efêmero.  Algumas lições nos levam a refletir que devemos valorizar cada aspecto, cada detalhe que enquanto está lá parece ser tão sem importância. Pois muitas vezes passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa. Desfrute desta leitura e medite. Ainda há tempo de mudar nosso modo de pensar. “Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para dentro e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.

Lições de vida Importantes:

1 – PRIMEIRA IMPORTANTE LIÇÃO

Durante meu segundo mês na escola de enfermagem, nosso professor nos deu um questionário.

Eu era boa aluna e respondi rápido todas as questões até chegar a última que era: “Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?” Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela? Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um colega perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota. “É claro!”… Respondeu o professor e continuou: “Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples “alô”. Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.

3 – SEGUNDA IMPORTANTE LIÇÃO

Na chuva, numa noite, estava uma senhora negra, americana, do lado de uma estrada no estado do Alabama enfrentando um tremendo temporal. O carro dela tinha enguiçado e ela precisava, desesperadamente, de uma carona. Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam. Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos raciais dos anos 60, parou para ajudá-la. O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela. Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu anotar o endereço dele e agradecê-lo. Sete dias se passaram quando bateram à porta da casa do rapaz. Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida estava sendo entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia: “Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito. Aí, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por Ter me ajudado. Sinceramente, Mrs. Nat King Cole.”

3 – TERCEIRA IMPORTANTE LIÇÃO

Sempre se lembre daqueles que te serviram. Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou-se a uma mesa. Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele. – “Quanto custa um sundae?” ele perguntou.- “50 centavos” – respondeu a garçonete. O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las. – “Bem, quanto custa o sorvete simples?” ele perguntou. A essa altura, pessoas estavam esperando por mesas e a garçonete perdendo a paciência. – “35 centavos” – respondeu ela, de maneira brusca. O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: – “Eu vou querer, então, o sorvete simples”. A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu. Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar a medida que ia limpando a mesa pois ali, do lado do prato, tinham 15 centavos em moedas – ou seja, o menino não pediu o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.

4 – QUARTA IMPORTANTE LIÇÃO

O obstáculo no nosso caminho. Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali. De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho. O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendeu: “Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição”.

 5 – QUINTA IMPORTANTE LIÇÃO

Há muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntária em um hospital, eu vim a conhecer uma menininha chamada Liz que sofria de uma terrível e rara doença. A única chance de recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão mais velho dela de apenas 5 anos que, milagrosamente, tinha sobrevivido à mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combatê-la. O médico explicou toda a situação para o menino e perguntou, então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã. Eu vi ele hesitar um pouco mas depois de uma profunda respiração ele disse:- “Tá certo, eu topo já que é para salvá-la…”. À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como nós também, ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor. De repente, o sorriso dele desapareceu e ele empalideceu. Ele olhou para o médico e perguntou com a voz trêmula: – “Eu vou começar a morrer logo?” Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do médico, pois ele pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar a irmã! Pois é, Compreensão e Atitude são tudo! Lembre-se sempre: “Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro, ame como se você nunca tivesse se machucado e dance como você dançaria se ninguém estivesse olhando”.

 

Coletânea de textos.

 

Socorro Macêdo.

 

 

E O MUNDO NÃO ACABOU

Sim. Foi alarme falso. Todos os que cremos na Bíblia sabíamos disso. Jesus declarou: Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. (Mc 13:32)

Jesus não voltou. E isto não significa que não volte. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. (2Pe 3:10)

Deus tem sido misericordioso; por isso ainda não foi o dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. (2Pe 3:9)

Aproveite a chance. Converta-se a Cristo. A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Rm 10:9)

E não se esqueça: o mundo não está tranquilo. Trump ainda possui 1800 ogivas nucleares. A Coréia do Norte está a brincar de jogos de guerra. O Irã testou um míssil que poderá ser atômico. Os terroristas estão prestes a causarem mais um atentado monstruoso. A temperatura do planeta está a subir. Os furacões não terminaram o serviço. As queimadas castigam o Brasil. Alagamentos estão previstos para algumas semanas. Os sinais apontam para um regresso próximo do Senhor. Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. (Mt 24:32-33)

Se já é um crente, consagre-se. Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; (Hb 12:14)

Oferte-se ao Senhor e receberá grande recompensa. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. (Ap 2:10)

Digamos a uma só voz:

Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus (Ap 22:20)

 

 

Wagner Antonio de Araújo

DUAS SACOLAS

O crente deve munir-se sempre de duas boas sacolas. Deve andar com elas na mente, no coração. Não precisa carregá-las nas mãos, porque de nada adiantariam. Essas sacolas são simbólicas, não materiais. Mas, que devem existir, ah, se devem!

Uma delas é furada. Sim, não tem fundo. Não está estragada não; ela foi feita para não ter fundo. A  outra é completa, com fundo.

Na sacola furada nós devemos guardar tudo o que nos magoa; tudo o que não presta; todas as afrontas e injustiças que cometeram conosco; todas as más recordações; todas as lágrimas que derramamos por dores e amarguras. Essa sacola é uma bênção. Nós colocamos tudo ali, em grandes quantidades, e a
sacola nunca fica cheia! É ali que devem ser guardadas as discussões e as brigas que tivemos. Ali também devem estar as humilhações a que nos submeteram, as críticas que recebemos, as decepções que sofremos. É por isso que a bíblia diz: “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e
de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.” (Hb 12:15)

Já na outra sacola, a completa, devemos guardar outras coisas. Devemos guardar os amigos. Devemos guardar as alegrias e as coisas boas que nos acontecem. Devemos guardar os jantares em família, os passeios e as festas alegres. É ali que devemos guardar as coisas boas que nos marcam, para nunca sermos ingratos com quem quer que seja. Ela é o depositário das boas memórias. Nessa sacola deve ficar o primeiro encontro, o primeiro beijo, o dia da conversão e batismo, o passeio e o intercâmbio da igreja, a formatura, o noivado e o casamento, o nascimento do primeiro filho, o dia da promoção, o dia em que a sogra cozinhou bem (…brincadeirinha…), enfim, as coisas que dão alegria e contentamento à vida. É nesse sentido que as Escrituras afirmam: “Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento” (Ec 12:1)

Somos tão mesquinhos e mal-direcionados, que custamos a aprender em que sacola guardar o que! Geralmente invertemos as memórias: guardamos o que não presta num cofre com sete chaves, de onde nunca sai, e, com isso criamos grandes tristezas e dissabores para as nossas vidas, amizades e futuro; e armazenamos as coisas boas na sacola furada, esquecendo-nos com a maior facilidade de cada uma delas! É incrível! Se, há quinze anos atrás, alguém nos respondeu torto, com ira, basta olharmos para o seu rosto, e nos lembramos com detalhes daquele dia. Mas, àquele que nos sorriu ante-ontem, com carinho e consideração, simplesmente nos esquecemos!

Jogamos fora uma amizade de dez anos, com páginas incríveis de demonstrações de carinho e consideração, por causa de uma única desavença!

Como diria Tiago, “Meus irmãos, não convém que isto se faça assim. (Tg 3:10)

Vamos organizar as nossas memórias. As coisas boas devem ir para a sacola completa. As ruins para a sacola furada.

Veremos como é gostoso ser feliz!

 

 

 

Wagner Antonio de Araújo

A MARTELADA

Um navio carregado de ouro, revestido de todo o cuidado e segurança, atravessava o oceano quando, de repente, o motor enguiçou. Imediatamente o comandante mandou chamar o técnico do porto mais próximo.

Ele trabalhou durante uma semana, porém sem resultados concretos. Chamaram então o melhor engenheiro naval do país. O engenheiro trabalhou três dias inteiros, sem descanso, mas nada conseguiu o navio continuava enguiçado.

A empresa proprietária do navio mandou então buscar o maior especialista do mundo naquele tipo de motor. Ele chegou, olhou detidamente a casa das máquinas, escutou o barulho do vapor, apalpou a tubulação e, abrindo a sua valise, retirou um pequeno martelo. Deu uma martelada em uma válvula vermelha que estava meio solta e guardou o martelo de volta na valise.

Mandou ligar o motor, e este funcionou na primeira tentativa. Dias depois chegaram as contas ao escritório da empresa de navegação. Por uma semana de trabalho, o técnico cobrou US$ 700. O engenheiro naval cobrou, por três dias de trabalho, US$ 900. Já o especialista, por sua vez, cobrou US$ 10.000 pelo serviço.

Atônito com esta última conta, o Diretor Financeiro da empresa enviou um telegrama ao especialista, perguntando:

“Como você chegou a esse valor de US$ 10 mil por cerca de 1 minuto de trabalho e uma única martelada?”

O especialista então enviou os seguintes detalhes do cálculo à empresa:

* Por dar 1 martelada: US$ 1;

* Por saber onde bater o martelo: US$ 9.999.

 

Reflexão:

O que vale no Universo não é dar a martelada, e sim saber onde bater o martelo. A martelada em si você pode até delegar para outro. E é por (querer) ignorar isto que muitos subestimam certos tipos de trabalho, que são trivialmente avaliados pelo tempo de duração.

No mundo dos negócios todos são pagos em duas moedas: dinheiro e experiência. Agarre a experiência primeiro, o dinheiro virá depois.

 

 

 

ARRUME A MESA

Depois de um prolongado período de trabalho no escritório costumo entrar num dilema. Como continuar as atividades diante da bagunça que se instalou? São papéis, canetas, cds, bíblias, hds, furadora de papel, embalagens abertas, envelopes rasgados. Não consigo pensar direito e nem encontrar um ponto para reiniciar as atividades. Sou levado à faxina organizacional: interrompo tudo e organizo o material. Cada coisa de volta ao seu lugar. Embalagens usadas vão para o lixo; papéis soltos vão para as pastas específicas. Livros voltam para a biblioteca. Materiais de informática para o armário. Canetas e utensílios para os seus locais distintos. Então tomo a flanela e o álcool, limpo a mesa e sento-me. Dou um suspiro de alívio e, enfim, consigo enxergar um ponto para o recomeço. É o dia a dia de um escritório em plena atividade.

A vida assemelha-se à minha mesa. Ao longo do dia ou de um período deixamos diversos rastros de nossa atividade, de nossas decisões, de nossas atitudes. A mesa da vida fica cheia de coisas, de assuntos não resolvidos, de decisões pendentes, de lembranças boas e ruins, de situações fora do lugar. Há também muito lixo acumulado: são vivências que não deveriam ter acontecido, ou consequências de outras atitudes que tomamos. São iras sentidas, mágoas adquiridas, pecados que praticamos, saudades aprofundadas, compromissos não cumpridos. Há também uma pilha de coisas confusas e acumuladas, assuntos que nem tocamos. São contas não pagas,  telefonemas não dados, conversas que evitamos. Somos obrigados a resolvê-los, para, depois da solução, arquivá-los nas devidas pastas e darmos sequência à vida.

Precisamos arrumar a vida.

Pecados devem ser confessados e abandonados: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” (1Jo 1:9).

Mágoas devem ser arrancadas do peito. São lixo. “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.” (Hb 12:15).

Boas lembranças devem ser destacadas: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. (Lm 3.21).

Relacionamentos devem ser tratados como prioridade: “Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta.” (Mt 5:24).

Gratidão deve ser expressa a todos que alguma contribuição têm trazido à nossa vida: “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.” (Cl 3:15).

Dinheiro deve ser gasto com sabedoria e não com banalidades: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?” (Is 55:2).

O tempo deve ser usado com sabedoria, organização e urgência, pois é limitado e precioso: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. “(Ec 9:10); “Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. “(Cl 4:5).

Por último, o Reino de Deus deve ter prioridade sobre o reino de nossas próprias vontades: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6:33)

Como está a mesa de sua vida? Bagunçada como a minha mesa de trabalho ou organizada como deve ser a vida de um cristão? Procure arrumá-la, pois sem isso não se pode viver bem e nem encontrar a felicidade.

Agora com licença, pois preciso arrumar a minha mesa. Tenho que continuar o meu trabalho!

 

 

 

 

Wagner Antonio de Araújo

DESFRUTE O DIA!

DESFRUTE O DIA!

Sentar para comer e nem perceber qual é a comida, devido ao celular que não para de ser usado. Conversar com alguém consultando e-mails ou lendo bate-papo do whatzap. Caminhar pela rua imaginando como será a reunião. Desfrutar da companhia da esposa questionando por que o juiz anulou aquele gol do seu time favorito. Prestar culto na igreja planejando as visitas aos clientes na segunda-feira. Cantar hinos imaginando o carro novo que pretende comprar .

Nós não desfrutamos! Estamos de corpo presente e de mente ausente! A árvore floriu em nossa rua e nós nem a observamos! Um formigueiro instalou-se no jardim e nós sequer notamos! Estamos tão aéreos e tão desatenciosos que não desfrutamos absolutamente nada! A boca tem gosto de comida de ontem com a expectativa do café de amanhã! Nada é de hoje, de agora!

Para um dia feliz é necessário desfrutar. Tome um café gostoso, considerando a mesa que o Senhor lhe deu. Ao ir para o trabalho, olhe para a rua, para as árvores, para as pessoas, para as nuvens (sem esquecer-se de olhar o sinal ou o tráfego, claro!) Quando conversar com alguém, desfrute dessa companhia, sem atrapalhar-se com outras coisas. Ao almoçar, esqueça-se do celular e coma agradecidamente o pão que o Senhor lhe concede! Olhe para as crianças, para os idosos, para a vida!

Há quanto tempo você não come uma goiaba pensando em como é saborosa? Saboreie uma, sem pensar em mais nada! Ao dirigir o seu carro, perceba o quanto é bom ter uma condução digna e como foi bom aprender a dirigir! Ligue para um amigo e converse com ele, buscando ouvi-lo, saber mais dele, e não para falar de si próprio sem notá-lo. Olhe para a sua esposa e admire essa jóia que Deus lhe deu. Ela está a envelhecer ao seu lado e já gastou parte da vida com você! Seja grato! Veja como seus filhos cresceram, como estão saudáveis, como representam a sua continuidade! Cante um hino a Deus saboreando cada estrofe, cada palavra e ore como se o mundo fosse só Deus e você!

É preciso desfrutar. Os mais idosos comem mais espaçadamente para poder sentir o gosto das iguarias. A maturidade precisa nos ensinar a desfrutar mais. De que adianta agitar-se para todos os  lados, não sentindo nada, não vivendo nada?

Que o seu dia seja de desfrute. CARPE DIEM, como diríamos em latim.

 

Wagner Antonio de Araújo