AGRADAR A TODOS, PODE?

 

Existem muitas pessoas que passam pelo problema de querer agradar a todos, e quando percebem que não é bem assim sofrem em demasia. O ser humano é extremamente complexo em sua totalidade, e achar que se pode agradar a todos é, no mínimo, uma visão bastante infantil da vida.

Procuro ser educada, mas sei que em determinadas situações eu preciso usar palavras duras, porque são situações que exigem isso de mim. Procuro ajudar as pessoas no que é possível e sei que está ao meu alcance, mas quando sei que a ajuda que pedem de mim eu não posso ajudar, não fico querendo dar uma de super-homem, não. Se eu sei que não posso ajudar eu falo, “me desculpe, mas não posso ajudar”. Simples. São pequenas coisas, mas que muitos têm uma enorme dificuldade, exatamente porque sofrem do problema de querer agradar a todos.

Existe uma coisa que aprendi na vida que determina completamente o fato de agradar a uns e desagradar a outros. Chama-se, OPINIÃO FORMADA. Gosto de associar a ideia de opinião formada com as demonstrações da matemática. Em muitas delas o final da demonstração vem com a célebre frase: “a condição necessária e suficiente para tal tal tal é…”, ou seja, a condição necessária e suficiente para você não agradar a todos é tendo uma opinião formada sobre um assunto. Pode ser o que for, hábitos alimentares, religião, roupas, leituras, preferências, política, esportes. Sempre vai haver pessoas que discordarão de você. É natural isso. Não precisa ficar se martirizando por isso. Nós devemos criar uma espécie de “indiferença” a isso. É assim. Se o que você pensa é um ideal, ou seja, é algo que você realmente valoriza. Não precisa ficar sofrendo porque outra pessoa não pensa o mesmo. Deixe-a viver, e pensar da maneira que bem entender.

Eu acredito que a melhor forma de evitar aborrecimento com relação ao agradar a todos é buscar não ser rígido demais com as suas convicções, estar sempre aberto a diferentes pontos de vista, sem julgamentos, sem achar que a outra pessoa está errada, não. A outra pessoa não está errada, ela só pensa diferente de você. O que garante que não é você mesmo que está pensando de forma equivocada sobre determinado assunto? Pense sobre isso…

Além disso, o que pode ajudar a agradar o maior número de pessoas é estar sempre aberto a ouvir. Todos se sentem bem quando querem falar e tem uma pessoa que lhe dá atenção. Você adquirindo e cultivando o hábito de ouvir as pessoas sem ficar “dando pitaco” o tempo todo, vai fazer, com certeza, você se tornar alguém mais agradável.

O risco de querer agradar a todos tem uma profunda ligação com a AUTOESTIMA. Sabe quem foi a pessoa com a maior autoestima que já passou pela terra? Ela se chama Jesus Cristo. Vou explicar por que. Ele era um homem tão sábio que tinha a consciência que não agradaria a todos. O que Jesus disse aos seus apóstolos quando os mandou em missão para evangelizar no mundo? Disse para agradecer onde fossem bem recebidos, orar abençoando este local e sacudir a poeira das sandálias quando não fossem bem recebidos, como um sinal de repúdio por este local. Será que Jesus estava querendo agradar a todos falando assim? Lógico que não.

Essas palavras são de uma sabedoria universal e impressionante. Agora vejam outras coisas que ele disse: “Venham até mim todos vós que estais cansados e fatigados que eu vos aliviarei…” ou “quem beber da água que eu ofereço nunca mais terá sede…”. Eu fico arrepiado com essas palavras. Só alguém com uma autoestima estratosférica pode ser capaz de pronunciar tais palavras. O que eu quero recomendar a todos é: prestem muita atenção nas palavras de Jesus. Ele é o maior exemplo que se pode ser seguido. Eu posso garantir que se você entender bem a sua mensagem e missão na terra, nunca mais irá sofrer do problema de querer agradar a todos.

 

 

 

POR FALAR EM GRATIDÃO…

Jesus curou a dez leprosos em certa ocasião, mas apenas um retornou para agradecê-Lo. E Jesus fez caso disto: E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? (Lc 17:17)

Cristo perdoou o pecado de muitas pessoas. Mas aquela mulher não cessava de beijar os pés do Mestre. E ele reparou: Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. (Lc 7:45). E concluiu, falando com o fariseu que o acolhia para uma refeição: Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. (Lc 7:47)

Na nascente igreja cristã os apóstolos muito fizeram para estabelecer um princípio de gratidão entre os irmãos. Primeiramente a Deus; mas também uns aos outros. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. (Cl 3:15); Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1Ts 5:18).

 Ocorre que, com o muito convívio, com a fartura existente e com a falta de delicadeza, somos muitas vezes ingratos ou não expressantes de gratidão ao próximo. Isto começa em casa, quando um cônjuge não é grato ao outro pelas tantas dádivas que comumente recebe. Não há gratidão pela comida, pela roupa lavada, pela casa arrumada, pelo trabalho do outro, pelo sustento, pela segurança e pela fidelidade. Achamos que isto faz parte do pacote e não é nada mais do que a obrigação do companheiro. Mas tal prática não é correta. O marido da mulher virtuosa era-lhe grato e fazia questão de deixar claro, bem como os seus filhos: Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva. (Pv 31:28)

Como é gostoso ver alguém a agradecer o caixa do supermercado, o atendente da farmácia, o balconista da padaria! Como é lindo ver uma criança a dizer: obrigado! Como é maravilhoso ver um aluno agradecer ao professor pela boa aula da tarde, ou ao músico que tocou durante o cântico congregacional! Como é lindo ver os filhos agradecendo aos pais pela boa criação, os cuidados, a perseverança e as renúncias necessárias para conseguirem completar a carreira! Como é gratificante alguém agradecer ao pastor pela pregação feita no culto que se encerra! Como é gratificante receber um “muito obrigado” de alguém que leu a nossa literatura!

 O cultivo da gratidão é uma prioridade neste mundo contemporâneo. Vivemos um desmatamento da floresta do agradecimento; cabe-nos lançar de forma contínua e abundante semente de reflorestamento neste mundo de ingratidão.

 

SEJAMOS GRATOS!

 

 

Wagner Antonio de Araújo

 

 

 

NÃO O ACHARAM

Correram para aquele culto. Procuraram-no no meio dos cânticos; procuraram-no entre os partícipes; procuraram-no no sermão e nos avisos. Não o acharam.

Correram para aquela vigília. Procuraram-no entre os que se punham de joelhos; procuraram-no nos lábios dos que torciam as frases e diziam coisas desconexas; procuraram-nos entre aqueles que choravam e gritavam. Não o acharam.

Correram para a obra social. Procuraram-no nos que distribuíam comida; procuraram-no nos que cantavam e distribuiam santinhos; procuraram-no entre os que se serviam do pão e da sopa da noite. Não o acharam.

Correram para a procissão. Procuraram-no entre os que carregavam o andor com a imagem de escultura; procuraram-no nas rezas e nas ladainhas cantadas pelos que caminhavam com velas na mão; procuraram-no nos objetos religiosos. Não o acharam.

Correram para a marcha. Procuraram-no no trio elétrico que conduzia músicos e apóstolos; procuraram-no entre os que falavam de tudo pelo microfone; procuraram-no entre os que faziam as salvas circularem. Não o acharam.

Então voltaram ao escritório central e deram o parecer: “Por mais que o buscássemos, por mais que os nossos detetives tenham investigado, por mais que tenhamos contemplado os lugares onde ele supostamente pudesse estar, não achamos sequer um vestígio de sua presença. Nossa conclusão é única: ELE NÃO ESTÁ LÁ”.

Sim. Ele desapareceu.

O púlpito da igreja, construído para que a Sua Palavra fosse proclamada aos que se dispusessem a ouvi-la, agora é utilizado para falar de futilidades, de política, da venda de produtos, da vanglória dos ministérios, dos cursos de auto-ajuda, de prosperidade financeira e da jactância dos que procuram um entretenimento barato, possível e jactancioso.  Jesus não está mais ali.

As vigílias de oração, constituídas por quem anseava buscar a Deus com dedicação, com tempo de qualidade e com muita confiança no Pai Celestial, no poder do Espírito Santo, não se reúne mais em nome de Jesus, mas em nome do apóstolo impostor, no nome do Espírito Santo (cujo verdadeiro objetivo nunca foi esse, mas sim glorificar ao nome de Jesus Cristo). Reúnem-se para ostentar poderes sobrenaturais, para sacrificar e simular sofrimentos com o fim de verem suas preces atendidas, não confiando na graça absoluta de Deus. Jesus Cristo é quem menos importa nestas vigílias, usado-O apenas como fórmula em suas frases de efeito. Jesus não está mais presente ali…

As obras sociais, como expressão de amor reagente (nós O amamos porque Ele nos amou primeiro e, consequentemente, devemos amar o próximo com a nós mesmos) tornou-se ostentação de suposta bondade e virtude, ou de chamarisco de ofertas (olhem como nós somos bons com os carentesc e invistam em nós!), ou de busca de pontos na eternidade (salvação pelas obras). Verdadeiras empresas são montadas com a finalidade do suposto bem e o que menos importa é o que deveria gerar a boa obra (fazê-lo como se estivéssemos fazendo por Jesus). Ele também não está ali.

A procissão, tão comum entre aqueles que tentam adorar a Deus sem observarem o que o próprio Senhor ensinou em Sua Palavra (não farás imagens e nem lhes prestará cultos), transformou-se em festejo público, em ítem de turismo urbano, em festa de calendário religioso e em ostentação pública de tradição, de família e de suposta religiosidade (as mãos que levam a imagem são as que conduziram as baterias da festa da carne, o Carnaval). Ali, sob um clima de morte (pois as imagens estão inertes) o povo ostenta uma fé que não traz vida, só traz lembranças de como seria bom se fosse real, ídolos que precisam de braços para erguê-los, uma autêntica fantasia humana. Jesus não estava na procissão.

Também não estava na marcha, ainda que se chamasse “PARA JESUS”. Não era para Ele. Era para o apóstolo fajuto, para o candidato ao cargo público, para a gravadora gospel vender cds, para entrar no livro dos recordes como a maior do mundo, para fazer o povo brincar e dançar e mostrar à cidade um entretenimento mais saudável, para justificar a existência das seitas ali propagadas, para gerar lucro aos vendilhões da fé e às cidades que a abrigam. Há glória para as denominações, para as bandas, para os falsos apóstolos;só não há glória para o Jesus verdadeiro, o da Bíblia e da história!

Sim. Ele tem estado ausente. Aliás, talvez esteja ausente da vida de algum leitor, quando não O honra com a sua obediência à Palavra, quando não dedica parte de seu dia à oração e à leitura da Bíblia, quando não congrega junto com o Seu povo, mesmo que numa pequenina congregação verdadeira, quando não testifica da salvação àqueles que ainda não a experimentaram. Infelizmente Jesus não está presente na casa de muitos que se dizem do Senhor. Ele não se faz presente na briga constante da família, nos gastos exagerados, nas dívidas contraídas pelas más decisões e nos costumes que não são compatíveis com a Sua vontade. Ele não está presente nas televisões e nos celulares de gente que não vive para ele. Mesmo que se chamem cristãs, mesmo que sejam religiosas, mesmo que falem o tempo todo o Seu nome. E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? (Lc 6:46). Quem devia ter Jesus não tem e tem provocado escândalo: Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós. (Rm 2:24).

À propósito, estaria Jesus aí com você?

 

 

 

Wagner Antonio de Araújo

 

 

PROBLEMAS SÃO DEGRAUS

 

Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria.

Por esse motivo, o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer. Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o cavalo estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, o mais rápido e fácil seria tapar o poço de alguma forma.

Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o animal.  Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço. O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente.

Porém, para surpresa de todos, o cavalo aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu.
A cada pá de terra que caía sobre suas costas o cavalo a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.

A vida vai te jogar muita terra nas costas. Principalmente se você já estiver dentro de um poço.

O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela.

A cada dificuldade e problema na vida, use como degrau para subir e sair por cima, vitorioso (a). Deus nos dá a sabedoria e a condição para tal.

 

CONSIDERE SEUS AMIGOS

O amigo de trabalho avisa: estou saindo e vou para outra cidade. Você imagina: em cinco anos prometi várias vezes que iríamos almoçar juntos e nunca tive tempo! O pai morre e o filho descobre que não deu a ele a atenção devida.

A esposa pede o divórcio e agora o marido desespera-se em busca de terapias fantasiosas que lhe cubram de todo o tempo que perdeu em desatenção.

Somos egoístas e pensamos muito mais em nós mesmos do que nos outros.

Os outros estão sempre em segundo plano. Alguém nos escreve e nós deixamos para responder quando e se tivermos algum tempo de sobra, algum resto para investir. Se não encontramos esse tempo disponível damos a constante desculpa: “estava muito ocupado, muitos compromissos, estive sobrecarregado com os afazeres”. E assim os filhos se afastam dos pais, os pais dos filhos, os amigos dos amigos e os crentes da igreja. Há pastores que só pensam em si, esquecem-se dos membros e dos colegas e depois reclamam do ministério.

Precisamos dar atenção às pessoas! A regra máxima do cristianismo é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Amamo-nos tanto que tomamos banho, engolimos remédios, fazemos refeições, buscamos o lazer e tentamos desfrutar de conforto. Se fazemos assim conosco, devemos fazer pelos outros também. Porque amar aos outros como a nós mesmos exige maior atenção, maior destaque, maior investimento.

Telefone para os seus amigos sem ter outro interesse senão saber como estão. Responda os e-mails que lhe foram dirigidos com consideração e dedicação. Lembre-se de datas especiais na vida dos demais. Não relegue a atenção apenas ao seu tempo livre que nunca virá. Não engane e não se engane, você não faz mais porque não quer. Querer é poder. Assim, se quiser, poderá dar aos seus amigos muito mais do que dá hoje. Reclamamos que fomos esquecidos, mas de quantos também nos esquecemos? É a lei da colheita.

Faça hoje com que o dia valha a pena, dando aos amigos a atenção que gostaria de receber.

 

 

 

Wagner Antonio de Araújo

CINCO MINUTOS

 

No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem em um banco perto do playground.

– Aquele, logo ali, é meu filho. Ela disse, apontando para um pequeno menino usando um suéter vermelho e que deslizava no escorregador.

– Um bonito garoto – o homem respondeu e completou – aquela usando vestido branco, pedalando sua bicicleta, é minha filha.

Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.

– Melissa, o que você acha de irmos?

E Melissa suplicou

– Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos.

O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.

Os minutos se passaram e o pai levantou-se e novamente chamou sua filha.

– Hora de ir agora?

Outra vez Melissa pediu:

– Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos.

O homem sorriu e disse:

– Está certo!

– O senhor é certamente um pai muito paciente – a mulher comentou.

O homem sorriu e disse:

– O irmão mais velho de Melissa, Tommy, foi morto por um motorista bêbado no ano passado quando montava sua bicicleta perto daqui. Eu nunca passei muito tempo com Tommy e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele. Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa. Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta. Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar.

Reflexão:

Em tudo na vida estabelecemos prioridades; Quais são as suas prioridades? Dê a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo hoje!

Reflitamos sobre isso!

ANZOL DO DIVÓRCIO

Os anzóis são ferramentas utilizadas na captura de peixes, que, atraídos por um petisco desejado, a isca, acabam presos pela boca. Por mais que os anzóis sejam usados numa lagoa, rio ou em qualquer criadouro, os peixes nunca aprendem (e nem podem); os sobreviventes sempre cairão na armadilha.

Os casados também podem ser comparados a peixes que nadam pelas águas da vida e da existência conjugal. Constantemente Satanás lança os seus anzóis, disfarçados de deliciosos petiscos, de chamariscos, de armadilhas que atraiam os seus olhares ao cônjuge alheio ou a algum solteiro interessante. Mas, diferentemente dos peixes, o ser humano possui o JUÍZO e pode ser guiado por VALORES, além (e sobretudo) pelo compromisso com o Deus Todo-Poderoso, que estabeleceu alianças perpétuas. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. (Mc 10:9)
Quero citar alguns anzóis contemporâneos, disfarçados, jogados pelo Diabo e seus demônios, para interromper a vida de uma família, de um casal, de pais que criam os seus filhos com tanto esforço. Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; (1Pe 5:8)
Um amigo ou amiga do trabalho, alguém de convívio constante, manifesta gentileza, atenção, interesse no bem estar e desejo de dedicar tempo privado para conversar. A pessoa, que atravessa momentos de desentendimentos ou de pouco diálogo caseiro, enxerga nisso um consolo, um refrigério. Então inicia e desenvolve um relacionamento de amizade que, aos poucos, torna-se compromisso, desejo, necessidade, até que o anzol lhe entra pelo céu da boca e o fisga para o inferno: traiu o cônjuge. Ou, talvez, planeja a troca de parceiro; apenas pedirá a separação para concretizar o que planejou.
Um amor tão ardente e tão intenso, manifestado num convívio constante, sofre o esfriamento devido às lutas diárias, à rotina de trabalho, à criação dos filhos e ao desenvolvimento da estafa. Para driblar o tempo livre e a falta de calor, começam os contatos por redes sociais (whatsapp, facebook, skype etc). Alguém estranho, que surgiu do nada, inicia uma conversa construtiva, agradável. Compartilha algumas fotos, fala de alguns sonhos e um sentimento surge. Aparece então o fraseado comprometedor, os apelidos carinhosos e os sonhos imaginados e impossíveis até então. Pronto – o anzol entrou pela boca e uma terceira pessoa povoou mente e coração. A sequência disto já é muito comum e conhecida: um encontro num restaurante, uma viagem para um hotel próximo, um acordo para separação do casal que se destrói. As trevas aplaudem a gloriosa pescaria realizada!
Cônjuges casaram-se, mas sem a estrutura emocional e maturidade necessárias. Vieram as crianças, chegaram as cobranças, surgiu o grande vazio de tanques de amor esgotados. O marido sente-se amado pelo toque, mas a esposa só se sente amada com atos de serviço. Ambos não se suprem e as divergências crescem. As brigas avolumam-se. Então a esposa pede um galão de água a um entregador e o atendente é prestativo, coloca o objeto no filtro, limpa o chão molhado, dispôe-se a entregar-lhe sempre. Surge um flerte. O marido, indo para o trabalho de ônibus, senta-se lado de uma mulher bonita, que troca conversas. Ele abre-lhe o coração e ela afaga-lhe o braço com ternura.. Na próxima viagem vem um abraço e estabelece-se o suprimento externo inesperado. Os anzóis estão bem presos: o casal pede a separação.
Eu poderia alistar centenas de outras situações. Mas a matriz é sempre a mesma: QUEBRA DE ALIANÇA. Ninguém atualmente é obrigado a casar-se com ninguém. Porém, ao casar-se, constrói uma aliança PARA A VIDA, não para o momento. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. (Gn 2:24); Porque a mulher está sujeita ao marido enquanto ele viver. (Rm 7:2)
Casar-se é uma missão, uma honra, um compromisso. E o seu fundamento não é o sentimento, ainda que este seja importante; a sua liga é A ALIANÇA DE COMPROMISSO. Exceto nos casos citados na Bíblia (traição), o casal deve manter-se unido até que a morte os separe. O que Satanás deseja (e tem obtido muito resultado) é DESFAZER as famílias. Quando os filhos estão crescidos a tristeza é grande, mas quando os filhos são pequenos, o desastre é maior ainda: guarda compartilhada ou litígio, duas casas, duas ou mais famílias, pai e padrasto, mãe e madrasta, irmãos e meio-irmãos, convívios diversos, bagunçados, distintos e confusos. E o principal: entrar na vida adulta não confiando na instituição divina, sem acreditar que haja algum casamento que preste.
ANZÓIS! Cuidado! Cuidado com as raposinhas! Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. (Ct 2:15). Vigilância! Não deixar brechas no convívio, no entendimento, no culto ao Senhor, na harmonia e na comunhão espiritual. Por isso o casamento com fé divergente ou diferente não é da vontade de Deus. O casamento, antes de ser a união um casal humano, é uma aliança com Deus, um compromisso para toda a vida. Portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. (Ml 2:15)
Os peixes continuarão a serem fisgados no riacho. Mas lembre-se: você não é um peixe, você tem juízo. Desvie-se dos petiscos fáceis, lançados por Satanás.
E que Deus preserve as famílias! Que console os vitimados pelo divórcio e que traga paz aos lares!
Wagner Antonio de Araújo

O QUE LÊS?

E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? (At 8:30)

Em 2010, quando viajava entre Itália e Inglaterra, tomei um vôo regional. Após instalar-me na poltrona, contemplei os passageiros. Com raras exceções vi quase todos com um livro em mãos, lendo em silêncio. Numa sociedade altamente tecnológica, com o advento dos e-books e celulares, contemplar um público leitor foi um consolo.

É preciso que se analise duas questões quanto a leitura. A primeira: você lê? Sim, uma pergunta que os institutos de pesquisa fazem constantemente. Quantos livros o brasileiro lê por ano? Em 2016 a média de livros lida pela população foi de 4,96 livros (sendo que a maioria por exigência escolar). Porém, para tristeza dos escritores, 44% das pessoas não lê e 30% delas nunca comprou um livro.  Muitos lêem um pedaço, o final, a introdução, quase nada. Você, que lê o meu texto, já é um herói nesta tragédia nacional; digo-lhe que, dos textos que envio, a grande maioria não lê nada! Tenho o hábito da leitura desde a primeira série do primário. Não termino o ano feliz se não consegui ler 50 livros. Conheço leitores que chegaram a 200 livros no período, mesmo sendo trabalhadores e estudantes.

A segunda questão é: o que você lê? O brasileiro lê, principalmente, sobre futebol. Então, seguindo na mesma média, notícias de celebridades. Romances seguem logo atrás e depois, por último, os livros realmente importantes. Conquanto tenhamos ano após ano batido recordes de produção de bíblias, os cristãos raramente leram a Bíblia uma vez inteira e geralmente só lêem algum texto de Salmos ou do Evangelho. Com o advento do famigerado datashow, igrejas não exigem mais que os seus membros portem exemplares da bíblia em papel; tudo é eletrônico, por celular. O hábito da leitura bíblica tornou-se raridade. Quanta diferença dos meus mestres! O Irmão Sebastião Emerich leu-a 353 vezes na vida. O Pr. Timofei Diacov mais de 120 vezes. O Pr. Josué Nunes de Lima conhecia textos com uma profundidade incrível. Não tive o ano em que tenha superado 6 leituras bíblicas inteiras, infelizmente (ainda!)

É preciso ler mais! É preciso parar com essa bobagem de e-books que desaparecem quando o tablet ou celular avariam, de ter apenas livros virtuais. Livro tem que ter cheiro, peso, espessura, cor, volume. Livro é companhia, é amigo, é um mundo de conhecimentos. O Apóstolo Paulo, que não contava com livros em nosso formato atual, pediu com insistência: Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos. (2Tm 4:13). Pergaminho era um couro de caprino ou ovino que servia como papel e durava muito. Seu nome vem da cidade de Pérgamo, onde a técnica foi desenvolvida. Eram os livros. Havia também os papiros, os rolos, as tabuinhas. Hoje temos as revistas, os livros, os audiobooks, tantas possibilidades! É necessário ler e ler bem! A irmã Esmeralda, membro de nossa igreja, chamada à leitura pública, lia com extrema dificuldade há dois anos. Hoje, contudo, dá gosto de ouvi-la: ela, através das leituras públicas, aperfeiçoou-se e passou a ler bem!

Mas é preciso escolher as leituras. Não basta tomar uma revista de banalidades, de vida de celebridades, de piadas, de terror, de romance ou de vâs filosofias e colocar-se a ler, ler, ler. Más leituras corrompem mentes famintas. Coloque-se um livro de racismo, de terrorismo, de pornografia ou de satanismo nas mãos de pessoas frágeis e teremos a construção de um ser doentio. Também não basta ler os best-sellers, a literatura barata de livraria de aeroportos, dos gurus da famigerada auto-ajuda, que escrevem o óbvio com ares de descobridores da roda. Se auto-ajuda funcionasse eles não lançariam mais novidades; uma só teria resolvido o problema da existência humana!  Leituras devem ser substanciosas, acrescentadoras, viagens de descobrimento. Papai deixou para mim um livro, adquirido na década de 50; um único exemplar da coleção “TRÓPICO”, da antiga Maltese. Procurei os demais exemplares e encontrei-os. Uma riqueza! A cada duas páginas a enciclopédia apresenta um tema diferente, abordando-o desde a origem, descrição, até a utilização e importância. Temas diversos: a invenção do guarda-chuva, a guerra de Tróia, o descobrimento da penicilina, a Lei de Talião. Lerei com os meus filhos, se Deus permitir, quando eles crescerem!

Mas, acima de tudo, porém, esteja a nossa leitura contínua, reverente e em oração, das páginas da Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. Jesus diz: Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; (Jo 5:39); Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. (Jo 17:17). Paulo diz a Timóteo, sobre a Bíblia: Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá. (1Tm 4:13). E Deus diz a Josué: Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido. (Js 1:8). Quem medita na Bíblia é transformado de glória em glória, estampando na face o brilho da glória de Deus. E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. (2Co 3:13). Nós exibimos no rosto os efeitos da Bíblia em nossa vida. Aleluia!

Termino este texto perguntando: quantos livros você leu neste ano? Que tipo de literatura lhe alimentou nestes meses? E a Bíblia, leu-a como deveria?

Que Deus ajude a cada um a tornar-se um leitor ávido e produtivo, detentor de cultura e conhecimento, e que se torne um poço de virtudes e de sabedoria, jamais se esquecendo do Livro dos livros, a Escritura Sagrada. Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. (Sl 119:9)

 

  

Wagner Antonio de Araújo

 

A DERROTA DO MEU INIMIGO

 

A Derrota do Meu Inimigo. O texto está no Salmo 41.11: Com isto conheço que tu te agradas de mim: em não triunfar contra mim o meu inimigo”.  

 Quando Davi escreveu isso grandes eram os seus inimigos. No início até o Rei Saul, que o convidara para ser um dos que moravam no castelo imperial, perseguia-o sem tréguas, obrigando-o a fugir o tempo todo. Posteriormente como rei teve problemas com as outras tribos de Israel, reinando em Judá por sete anos, até que conseguisse formar sólida liderança sobre todo o país. Depois, por causa de seus próprios erros acabou por arrumar mais aborrecimentos: a espada não se afastou de seu próprio lar. Certa vez teve que fugir de Jerusalém, ameaçado de morte pelo próprio filho. Quantas lutas!

Contudo, Davi reconhecia que um dos sinais do agrado de Deus para com ele era que o inimigo não triunfasse contra a sua vida. Quais seriam os inimigos que Deus poderia vencer em nossas vidas? Nós, que não somos nem da realeza e nem do tempo de Davi?

O inimigo exterior, Satanás. Ele é quem nos odeia. O seu propósito é lançar à nossa frente todo tipo de tropeço, tentação, impedimento, armadilha. O Apóstolo Paulo diz o seguinte quanto a esta luta: Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. (Ef 6:12). É uma luta diária, constante, espiritual. Nós podemos superar o inimigo e vencê-lo no poder de Deus: Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. (Tg 4:7)

O outro é interior. É chamado de carne, a nossa velha natureza, a nossa tendência constante a fazer o que é mal, o que desagrada a Deus. Não há nenhum de nós isento deste terrível mal: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; (Rm 3:23). Contra esse horrendo inimigo nós temos a arma: o sangue de Jesus Cristo, o Seu sacrifício na cruz do Calvário. Satanás não pode dominar a vida de um autêntico servo do Senhor. Somos libertos pelo Seu amor e vitoriosos. Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. (1Jo 5:4) 


O leitor quer ter certeza do agrado de Deus para com a sua vida? Submeta-se ao Senhor e Ele vencerá o Diabo, que está do lado de fora, e a carne, que está do lado de dentro. E seremos grandemente felizes. Que Deus nos abençoe. Amém.

 

Wagner Antonio de Araújo

DEPENDÊNCIA DE DEUS E DEPENDER DO OUTRO

Pensando por esses dias em quão dependente somos.

Dependemos de DEUS, mas dependemos também do outro.

Muitos cristãos pensam que só precisam depender de Deus, mas a vida vai ensinando que, precisamos viver na dependência de Deus, mas, precisamos uns dos outros.

No evangelho de Lucas (23.46); o próprio Jesus mostrou dependência do Pai (o Deus que criou os céus e a terra), crucificado na cruz ele clamou em alta voz, Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.  Veja também a vida do Profeta Jonas, (1.3-7) depois que ele tentou fugir da presença de Deus, para não realizar a sua obra. O que foi que aconteceu? O sofrimento foi maior, agora eu encontro um homem que tentou direcionar os seus próprios caminhos, ou seja, não estava mais na direção de Deus, não dependia mais de Deus, pelo contrário estava na contra mão de Deus. Relata a Bíblia no livro de Jonas (2.2-9) que ele o próprio Jonas recorreu a Deus, em clamor do ventre do grande peixe para Deus livrá-lo da morte. Observe que para se relacionar com Deus ou melhor para obter algo de Deus; como escape; livramento, refúgio, socorro, milagres; enfim vitórias. Têm que haver uma total submissão a Deus, depois é que vem á resposta como socorro bem presente. Como está você? Como está sua vida? Como está o seu altar? Você realmente depende de Deus? Se você depende de Deus não se preocupe com as perseguições. Deus deixará todos os seus perseguidores confundidos, os que lhe perseguem, tratarão com o próprio Deus. Eu poderia citar muitas referências bíblicas aqui sobre a dependência de Deus: Proverbios 3:5-6 – Lucas 18:27 – Filipenses 4:13 – Salmo 32:8 – João 14: 6 – Jeremias 10:23 – O Homem que é totalmente dependente de Deus, tem que estar sempre em seu caminho sabendo que Ele quem nos dirige os passos, bem como ter aceito somente Seu Caminho que é JESUS, o novo e único caminho vivo que nos leva a Deus, de quem dependemos em nossa caminhada, assim como é por Ele nosso respirar, e por Ele seja todas nossas respostas a qualquer situação que enfrentemos.

Contudo, muitos esquecem que precisam uns dos outros também. Depender dos outros não me tira a liberdade, e sim me dá essa mesma liberdade para saber que dependência é sinal de estar livre, principalmente interiormente. É ter a segurança que o juízo do outro, não anula o meu, e que, aceitá-lo só acrescenta. Eu poderia passar toda a minha vida lutando pela liberdade e, no entanto, ir contra a mesma, porque sigo caminhos tortuosos que me aprisionam a mim mesmo, enganando-me com uma tal liberdade do “faço o que quero”. Quando, na verdade, não é somente aquilo que quero, mas o que estou condicionado a fazer. Ou então, me dispor a depender. Depender do outro, depender de Deus. Só assim, saberei saborear a verdadeira liberdade. É o ponto de partida para uma vida livre dos estigmas da auto suficiência.

Para ilustrar melhor sobre a dependência do outro, leiam o texto abaixo:

VAMOS REFLETIR JUNTOS…

Você sabia que…?

Seu NASCIMENTO foi através de *Outros*;

Seus primeiros BANHOS foram dados por *Outros*;

Seu NOME foi dado por *Outros*;

Você foi EDUCADO por  *Outros*;

A sua RENDA, ainda que indiretamente, vem por meio de *Outros*;

Se você quer se DIVERTIR, ou faz uma viagem, vai a um show, cinema, teatro, restaurante, estádio, são os *Outros* que te servirão;

Quando você ADOECE é cuidado por *Outros*;

O RESPEITO a si é dado por *Outros*;

Seu ÚLTIMO BANHO será dado por *Outros*;

O seu FUNERAL será realizado por *Outros*;

E os PERTENCES e  PROPRIEDADES serão herdados por *Outros*.

Então, questiono-me por que motivo alguns de nós deixamos o nosso EGO, nosso TEMPO, nossa CARREIRA, nosso DINHEIRO e nossas CRENÇAS nos levarem a menosprezar  o valor dos OUTROS. Está na hora de nos tornarmos mais amorosos, mais humildes e vivermos pacificamente com os OUTROS; porque nesta vida precisamos uns dos outros,  em todo o tempo.

Tenhamos gratidão com o próximo!

Cada um de nós é O OUTRO DO OUTRO.

Vamos cuidar uns dos outros!

Lembre-se:

Em tudo, eu e você precisamos UM DO OUTRO!