Homossexualidade, a verdade e a convivência!

Homossexualidade, a verdade e a convivência!

“E disse Deus: Deixe o homem à casa de seu pai e sua mãe para se unir com sua mulher, e os dois se torne uma só carne.” Mt 19.5

A verdade e a convivência são duas coisas distintas. Devemos separar. Vociferar, revelar, reportar, comunicar, explicar, elucidar, demonstrar, apontar, falar, dizer a verdade é uma situação. Por outro lado, precisamos a luz do bom senso, de modo civilizado, aprender a conviver com o contraditório sem discriminar. Nesta direção, entendemos que a beleza da democracia é a convivência com o contraditório. Também e obviamente, deve ficar claro que externar uma opinião não se caracteriza uma discriminação. Trata-se de uma opinião. No campo das relações interpessoais deve-se sobre tudo, utilizar a diplomacia, elegância, cordialidade, reverência, simpatia e educação.

A presente sociedade, em sua minoria, tenta induzir a maioria, através da mídia a acatação compulsiva de uma escolha e opção inerente. Usam todos os recursos possíveis e imagináveis. Na esfera literária, produzem livros que foquem esta temática de defesa, programas televisivos e novelas seletivas que apregoem esta ideologia, nas redes sociais apelam para esta prática, na internet sites apologéticos são desenvolvidos.

Nas escolas e faculdades, alguns, manifestam suas teses favoráveis a este comportamento perante os discentes. Em sinte-se existem um processo em desenvolvimento educacional, objetivando catequisar as pessoas em aceitar com naturalidade esta idéia comportamental. Desconsiderando a opinião contrária. Isto é fato.

No foco cientifico compreendemos que a suposta sugestão e afirmação por parte de alguns, que defendem o argumento construído e imaginário, que o ser humano nasce gay é facilmente refutado. Em biologia, quando estudamos a genética, especificamente os cromossomos que faz a designação do sexo fetal, apresenta a inquestionável tese que não há cromossomos iguais. Ele é XX feminino ou XY masculino. Nunca são iguais, sempre diferentes. Então nesta abordagem cientifica, fica evidenciado que não se nasce homossexual.

No prisma da semântica anelam mudar conceitos definidos, a fim de adequar conveniências. São capazes de propor alterações de sinônimos com a finalidade de justificar seus atos. Exemplificando o termo casal, do latim casale, onde etimologicamente, trata-se de um substantivo gramatical, significando, par composto de macho e fêmea ou homem e mulher. Hoje, contrariam esta afirmação, chamando de casal – homoafetivo – macho com macho e fêmea com fêmea. Isto é um pleonasmo, redundância e um absurdo, ferindo, maculando a preciosa lingüística e seu vernáculo. Neste particular, tal relação deve ser chamada de pares, por se tratar de pessoas do mesmo sexo.

Há um marketing intenso e intencional, por parte de alguns ativistas no seio da sociedade, visando à busca da concordância, reconhecimento e aceitação natural. Neste particular, quem se opõe se torna homofóbico, preconceituoso e discriminatório. Sendo assim desconhecem, não aceitam a opinião contrária. Nada sábio e prudente. Empregam o substantivo masculino “casamento” para suas relações. Isto é falácia, utópico e errôneo. O dicionário de português defini como ato solene de união entre duas pessoas de sexo diferentes, capazes e habilitadas, com legitimação religiosa e/ou civil.

Nesta direção, juridicamente, a constituição federal do Brasil, promulgada em 1988, ratifica em seu artigo 226, inciso 3º. Porem, o superior tribunal federal, através de sumula, entendeu e determinou a união estável entre pessoas do mesmo sexo, com o intuito de garantir e transferir o espólio deixado pelos pares. Entretanto não é casamento.

No âmbito da teologia bíblica, irrefutavelmente, ela sinaliza e esclarece categórica e contundentemente que este procedimento é de natureza inaceitável. Sua hermenêutica é condenativa – Lv 18.22; 20.13; Rm 1.26,27; 1 Co 6.9. Na criação Deus a priori fez o homem (Gn 1.26), depois a mulher (Gn 2.18,21-23) e ordenou (GN 1.27; 2.24). Depois recomendou a família, revelando os papeis funcionais exercidos pela membresia. A figura paterna, materna e aos filhos (as) (Ef 5.22-33; 6.1-4; 3.18-21). Paulo em sua 1ª carta a igreja de Corinto, aborda sobre o casamento heterosexual (homem com a mulher) (1 Co 7).

Entretanto, no que pese, a inconfundível e inconteste verdade preconizada, informada e anunciada no contexto bíblico, devemos conviver saudavelmente com aqueles que pensam diferentes. Essa convivência deve ser construída com tolerância e respeito à individualidade. Amar ao próximo é uma recomendação ordenativa do Senhor Jesus e como servos Dele devemos prontamente atender (Jo 13.34).

Exponha com naturalidade a verdade, todavia, aprenda o desafio de respeitar a opinião contrária e a conviver. Ao se relacionar com os que pensam diferentes, não anula sua opinião formada. Conviver não significa conivência, mas, um gesto de educação, diplomacia e formalidade. A beleza da democracia é a convivência com o contraditório.

Os estudos sobre a homossexualidade são complexos. Podendo ser de natureza espiritual – reflexo e ingerência do diabo (1 Jo 3.8); psicológico – comportamento adquirido, escolha, desenvolvido, opção, escolha, distúrbios, desvio de conduta (Jo 8.32,36; 2 Co 5.17).

Por fim devemos continuar orando por eles, aconselhá-los oportunamente e estabelece um vinculo de amizade e respeito. Entre os pareceres subjetivos e transitórios humanos, fiquemos com a verdade eterna de Deus (Sl 1.1,2;119.9,11,119; Mt 22.29; Jo 5.39; Ap 1.3; At 5.29)

Que Deus nos ajude. (1 Ts 5.25)

Intervenção militar, uma saída !?…

Intervenção militar, uma saída !?…

“O poder emana do povo” artigo 1º, inciso único da CFB

            O advento da democracia, depois de décadas de ditadura militar, trouxe ao cidadão brasileiro a esperança e a expectativa de dias melhores. A sensação de liberdade de opinião, crença e outras conquistas inseridas no texto constitucional de 1988, geravam um estado de confiança. De tanto suplicio e perdas que outrora o povo sofreu, nascia o sentimento de convicção naqueles que doravante, governariam esta nação.

            Há uma frase celebre, do ex-presidente dos Estados Unidos da América, Abraão Lincoln: “Queres conhecer o caráter de um homem, dê-lhes poder a ele.” Na proporção que os lideres políticos, foram alcançando o seu alvo, mudaram de postura. Sua retórica foi esquecida, sua hermenêutica abandonada, sua ideologia rasgada. Cada um buscou seus interesses. Suas conveniências estavam acima de tudo. A sede de governar valia qualquer acordo. As tratativas espúrias, as conversas inconvenientes e as propositivas maliciosas.

            Chegar ao poder virou uma obsessão, algo incontrolável. Nada nem ninguém poderiam impedir de galgar este objetivo. Como rolo compressor retirava de sua frente qualquer obstáculo. Negociatas eram feitas, promessas eram acertadas. No joguete democrático tudo era válido. Acusações levianas, armadilhas intencionais, as veredas da inverdade, compromisso desfeitos, ameaças, trapaças ou quaisquer expedientes para danificar e prejudicar seus oponentes.

            A hipocrisia era uma ferramenta utilizada. O tom conciliável e a metodologia aplicada serviam de mapa para conquistar a vitória. O plebiscito eleitoral tornou-se uma maneira de enganar a população com seus discursos utópicos e fantasiosos. Ao conquistar sua meta, envolveram-se na prática da corrupção. Propina, suborno, trapaça, desvio…  Fizeram parte do vernáculo político partidário. Macularam a democracia.

            Evidente que a corrupção é histórica e sistêmica, vindo de longe sua prática. Entretanto, com a autonomia constitucional outorgada a instituição como a Policia Federal. Ministério Público e Superior Tribunal Federal e a incessante e imparcial cobertura da imprensa nos fatos, promoveram o esclarecimento e consciência populacional. A máscara caiu para a maioria. Uns processados, alguns investigados, outros condenados e reclusos.

            Usaram a democracia como escudo para assaltarem o país. Ludibriaram a sociedade. Tiraram proveito da ingenuidade de muitos. Poucos ficaram ricos em detrimento a muitos pobres. Construíram suas riquezas na desonestidade, usufruindo o patrimônio da nação. Fatiaram o bolo da corrupção. Uma quadrilha foi constituída. Roubaram verbas que de direito seriam destinadas a saúde, educação, moradia, segurança, etc, a fim de ostentarem e satisfazerem seus egos. Os erros são um ano luz maiores que os acertos.

            O ceticismo na política partidária, a desconfiança inequívoca em seus políticos é visível e incotestavel. Isto é fato. Todavia o historiador Maquiavel, em 1513, lança o livro “o príncipe”, especificamente, na pagina 18, retrata a malìcia da politicagem, o feedback (retorno), ajudar intencionalmente, visando e aguardando o retorno. Esta radiografia esta presente nos dias atuais.

            Na transição da “ditadura” para a “democracia”, o então e o último ex-presidente do regime militar, João Batista de Figueiredo, frisou que, a sociedade sentiria em algum momento, “saudade” do governo militar. A gestão civil falhou, enganou… Fracassou. Alguns pregam novas eleições, como forma de obter outra oportunidade. Se ao longo de décadas, não conseguiram. O cenário atual não é animador, visto que a classe política a classe política e seus respectivos partidos estão de alguma maneira, envolvidos direta ou indiretamente em atos de corrupção.  Claro que se suceder uma nova gestão militar, que seja corrigido os erros do passado, sejam flexível as demandas sociais, governe para a população, implante a disciplina e a ordem nos parâmetros legais e constitucionais.

Chega de cinismo e hipocrisia. Comportamento observado pela política partidária de nosso país. Estamos no fim do túnel. Talvez, humanamente falando, a luz para sair seja o retorno do governo militar. Porém o povo, em sua maioria, deve tomar a iniciativa de propagar esta decisão ou através de consulta popular (plebiscito), a fim que todos externem sua opinião. Isto é democracia. Caso seja a votação, em sua maioria, por sinalizar o retorno de o governo militar, assim proceda à transição e o retorno ao regime militar.

Que Deus nos ajude. 1 Ts 5.25

As amizades e suas influências!

As amizades e suas influências!

“Anda com os sábios e sereis sábios.” Pv 13.20

“As más conversações corrompem os bons costumes.” 1 Co 15.33

O ser humano é responsável pelos seus atos, por aquilo que escolhe. Nesta compreensão está incluso as boas ou más amizades. Isto é fato. O ordenativo bíblico ensina que devemos conviver socialmente (Gn 2.18). O isolamento não é uma vereda a se seguir (Pv 18.1). Todavia o processo seletivo que buscar construir as amizades deve ser de forma criteriosa e contundente. A travessia da ponte deve ser cuidadosa.

Ter uma boa amizade faz inquestionavelmente bem. Principalmente quando ela é sincera e presente. Estar em uma boa companhia, atende os objetivos delineados (Ec 4.9-12). Ela tem a utilidade de ponte, servindo um ao outro. Essa é uma das finalidades peculiares. Nela confiamos e confidenciamos alguns ocorridos. Externamos sonhos, revelamos projetos, reportamos idéias e preconizamos perspectivas.

Mas devemos ter cuidado e atenção para não esvaziar e repassar tudo que pensamos. Pois, poderá ser que no porvir essa “amizade” seja desfeita, trazendo consequências inimagináveis. Quando não temos a prudência em observar o que falamos, corremos um sério e perigoso risco de expor a nossa vida. Se contarmos os pormenores da nossa vida para um “jornalista” de rua, há probabilidade, de ele revelar para a “torcida do flamengo”. Alguém disse: “quando falo com imprudência, sinto inveja do mudo.”

As amizades influenciam, de certa forma os comportamentos, para o bem ou para o mal. Isto é comprovado. Então compor uma boa amizade requer muita atenção. Pericie discretamente o procedimento do outro. Essa investigação ajudará a decidires se deves ou não continuar com a amizade. Se ela é construtiva ou negativa, se faz bem ou mal, se edifica ou destrói, se soma ou dividi, se ajuda ou atrapalha. Terás a oportunidade de identificar se vale apena prosseguir.

O recomendável é que antes de estabelecer um vinculo de amizade, deves olhar cirurgicamente para estes detalhes. Eles são essenciais e fundamentais para apreciação interior, uma reflexão externa e periférica, uma analise exaustiva e introspectiva, visando oferecer sustentação para resolução a ser tomada.  Esses informes fazem parte do conjunto da obra. Posteriormente, embasado, nestas informações teremos seguramente capacidade de dar um veredito. Seja ela para iniciar ou não uma amizade.

Na verdade todo e qualquer relacionamento que prejudica deve ser peremptoriamente evitado. Fazer o contrário é um suicídio. Precisamos entender que essa obstinação em permanecer na relação onde a vícios de condutas e desvios comportamentais é um gravíssimo erro. A boa amizade ajuda ao crescimento e maturidade. A ruim deve ser banida. Não devemos ser cúmplices, nem acatar ações errôneas. A verdadeira amizade fala sempre a verdade para o outro, observando o momento propicio.

Ela sabe diferenciar o certo do errado, elogiar e criticar na ocasião adequada. Desconfie sempre da amizade que em seu discurso apenas se elogia, ainda que estejas errado. São atitudes vivenciadas na relação de amizade que devem ser naturalmente contempladas. Este mecanismo serve como um dispositivo de defesa. A sondagem deve ser constante, objetivando facilitar na identificação dos possíveis problemas existentes, neutralizando os avanços negativos e encaminhar soluções definidas e conjuntas pelos os envolvidos.

Sem duvida as amizades influenciam. Entretanto devemos aprender a perscrutar e discernir com sapiência e prudência, qual o tipo de influencia está acontecendo. De maneira que radiografado a influencia, tome uma decisão inerente. Continuar ou não é foro intimo. Contudo, caso seja necessário, procure sair com diplomacia e elegância desta relação que lhe traz transtornos. Tudo na vida tem resultância e consequências. As companhias influenciam.

Que Deus nos ajude. 1 Ts 5.25

Aprendendo na crise!

Aprendendo na crise!

 “… estou convosco todos os dias…” Mt 28.20

“…Não te deixarei…” Hb 13.5

A crise em qualquer circunstância é algo indesejável. Seja em quaisquer campo e ordem, financeira, sentimental, relacionamento, etc. Se pudéssemos evitar seria ótimo e prazeroso. Todavia, em alguns momentos nos parece inevitáveis. Em outras ocasiões a construímos pelos nossos atos (Ec 7.29). Atitudes impensadas, gestos precipitados e comportamentos inadequados poderão servir de pontes para isto.

Neste caso a uma diferença sintomática de ir para crise, chamar a crise e estar na crise. Neste aspecto trilateral, precisamos identificar e diagnosticar o que levou esta situação. É obvio que tais ocasiões, incomoda, atrapalha e dificulta o curso natural da vida. Principalmente, quando se tem em sua agenda diária atividades e ritos previamente delineados.

Às vezes precisamos conviver com o inopinado, talvez, por pouco tempo ou o tempo que for necessário. Não podemos ficar estagnado diante do acontecido. Se reinventar seja naturalmente o caminho, a criatividade é um recurso, o ânimo é fundamental. Se queixar, questionar, blasfemar, transferir, lamentar, murmurar, segura e irrefutavelmente não será a saída.

Devemos com calma, cuidado, sabedoria e prudência observar em seus pormenores o que conduziu a este ponto. Ver com atenção e racionalidade o que culminou a este episódio. Para tanto requer uma introspecção serena e sensata. A cautela é preciso. A analise profunda é essencial. Este é o primeiro passo.

Radiografada a origem e a decorrência da crise. Será primordial estabelecer etapas e metas que regenciarão seu planejamento. Precisas encontrar forças interior para realizar e efetivar essa agenda de conquistas e vitórias. Sem ela dificilmente sairás deste imbróglio. Posteriormente, deves ser perseverante em busca do alvo anelado. Recuar nunca, prosseguir sempre.

O “bom” de está na crise é vivenciar que ela é passageira. Em algum momento passará e não deixará seqüelas. O fato de não estarmos só é aguçador. Ter a inconfundível e marcante presença de Cristo é debelar a crise (Jo 16.33; Rm 8.18,28, 31-39). A oração inteligente e continuativa deve ser constante. Outro ponto destacável é o exercício de rir de nós mesmos. É uma terapia aliviativa e paliativa.

Por fim, aprender na crise é um desafio pertinente. É uma experiência intransferível. Por outro lado servi para o nosso amadurecimento. Deus está no controle. Tratando conosco. Consolando-nos e apontando as devidas direções e saídas. Inquietar-se nunca, desesperar-se jamais. Como bons discentes do Senhor nosso Deus, devemos com paciência, humildade, simplicidade esperar e confiar em suas soluções (Sl 40.1). Neste interlúdio cada um fazendo sua parte (Js 1.9).

Que Deus nos ajude. 1 Ts 5.25

 

 

O carnaval e sua utopia!

O carnaval e sua utopia!

“Não ameis o mundo… porque tudo que há no mundo… e o mundo passa…” 1 Jo 2.15-17.

O cristão tem o desafio pertinente nesta época do ano, a de debelar a tentação (convite) do carnaval. Uma festa carnal que visa à satisfação da carne. Milhões de pessoas participam. É neste período onde algumas pessoas extravasam, exageram e são inconsequentes em seus atos. Outros se endividam para atender a um anelo efêmero e inerente. Querem atender os prazeres carnais, não importando como e nem os meios para isto. Atitudes impensadas são tomadas, gestos imprudentes são efetuados, comportamentos abusivos são realizados.

Semanticamente o termo carnaval vem do latim carnis levale significando prazeres da carne. Há quem diga que sua origem se deu na Grécia em meados de 600 a 520 a.C, através da qual os gregos realizavam seus cultos em agradecimentos aos deuses da fertilização do solo e pela produção. Posteriormente passou a ser adotada e comemorada pela igreja católica romana em 590 d.C. No calendário católico ela ocorre 47 dias antes da páscoa. Fazendo assim parte desta instituição religiosa.

Deixando de lado os aspectos históricos, adentremos nas consequências inevitáveis que esta festança do deleite da carne possibilita. A irreverência de quem participa é notório, o descuido dos foliões é perceptível, a leviandade é plausível e a insipiência é visível. A circulação de drogas legais ou ilegais é nítida, o apelo à promiscuidade é apregoado e a prática da violência é clara. Tudo em nome do prazer da carne. Este evento perdura quatro dias.

Os governos federal, estadual e municipal, incentivam esta festa destinando em seus orçamentos verbas para realização deste evento. A gastança do dinheiro público é fato. Cifras que deveriam atender ações relevantes, como a saúde, segurança, educação, habitação e saneamento básico, são indevidamente, desviadas para este fim. Lamentável. Na administração financeira é necessário diferenciar o supérfluo do essencial. Caso contrário teremos problemas. (Is 55.2; Pv19. 2).

Estatisticamente a fotografia revelada deste acontecimento não é nada aprazível, visto que contabilizamos ascendência na violência, nos acidentes nas estradas, na ingestão de bebidas alcoólicas, na homicidade, no sexo livre, nas doenças sexualmente transmissíveis e na gravidez precoce e indesejável. Boas amizades são desfeitas, desentendimentos são contemplados, famílias são atingidas e perdas são contabilizadas.

Diante deste repetido evento, que sucede anualmente, qual seria a alternativa para nós cristãos? O caminho natural são os retiros espirituais. Demonstremos que o laser para o cristão existe e é diferente e agradável. Em tudo na nossa vida devemos glorificar a Deus (Cl 3.17). Estes eventos devem com prudência fazer parte do planejamento e da agenda de atividades da igreja. Oportunizando a membresia alternativa para evitar o barulho e outras mazelas ofertadas pelo o carnaval. Seria uma maneira viável para o fortalecimento, o crescimento, a unicidade e o amadurecimento frente a esta festa carnal.

Por outro lado, com cuidado, podemos promover trabalhos de evangelização. O papel da igreja evangélica é sabiamente a ofensiva. A oração é fundamental. Catequizar os membros deste intuito é mister. Treiná-los a este fim é um desafio. Essas pessoas precisam ouvir sobre o que Deus pode e quer fazer em suas vidas. Devemos aproveitar as oportunidades para preconizar o santo evangelho. Cl 4.5; 2 Tm 4.2.

Enfim, tudo neste mundo é transitório. Estamos cá para uma passagem. Devemos compreender isto. Porém há algo melhor para nós na eternidade na presença de Deus. O nosso tempo de existência está no controle e nas mãos divinas (Sl 104.29). Discernir isto é imprescindível e salutar (Mt 16.24-26). Lembre-se o carnaval é ilusão, é uma tentativa de preencher alguma lacuna, um vazio existencial, é se esconder em algo. Jesus te ama. Ele tem o melhor para você (Mt 11.28-30; Jo 6.37).

Que Deus nos ajude. 1 Ts 5.25

 

Bons exemplos, uma referência.

Bons exemplos, uma referência.

“Vale mais ter o bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro.” Pv 22.1.

A sociedade hodierna é compreendida pelo capitalismo e consumismo. Interpessoalmente, se valorizam e se relacionam pela política do “ter” do que pelo “ser”. Os bons e necessários valores éticos e morais são esquecidos e substituidos no comportamento diário pela maioria. A conveniência e egocentrismo individual fazem parte da prática. Alguns veem o esteríotico das pessoas, abandonam a indispensável analise interior. Precisamos ter o cuidadado, atenção e paciência de aprender a escultar o que falam.

Segundo alguns, dez minutos de diálogo são suficientes para radiografar pontos de vistas, ou seja, o que as pessoas pensam sobre Deus, família, profissão, etc. Mas cuidado para não fazer juízo precipitado. Às vezes podemos encontrar pessoas com diversos e diferentes problemas, e que, no campo da tolerância, devem ser entendidas naquela ocasião. Veja o momento circustancial da conversa, ponderando o contexto situacional.

Temos dois exemplos simplistas na Bíblia:

  • Jesus enfatizou com clareza o que sai de dentro do homem (Mt 12.34; 15.11; Lc 6.45).
  • Deus revelou ao profeta Samuel que ver diferente (1 Sm 16.7).

De modo que as duas situações são dignas de reflexão. É natural e obvio que os exemplos estão inseparavelmente atrelados e vinculados, na esfera da individualidade, às ações comportamentais praticadas. Isto é fato. Os atos refletem quem somos (Mt 7.15-20).

Por outro lado, é notória a busca de alguns à fama, a riqueza e a satisfação dos desejos materiais. Não que isto seja erroneo. Todavia, o aconselhamento e ordenativo biblico aponta para o equilíbrio entre as conquistas materiais (passageiras) e as espirituais (eternas). A segunda deve ter prioridade e primazia. (Mt 6.33).                              Considerando que as materiais são essenciais para o nosso sustento. Porém, quando a inevitável morte chegar não levaremos nada (1 Tm 6.7; 10; Jó 1.21).

Firmar uma submissa e voluntária parceria com Deus é fundamental. O que temos e somos vem inequivocamente Dele (At 17.25,28; Hb 13.5). Em meio a uma geração corrupita, onde o engano, o erro… São considerados. O apóstolo Paulo retrata com perfeição isto (2 Tm 3.1-7). Devemos ter o cuidado, como representantes do Santo Evangelho sermos e nos posicionarmos em consonância com o que cremos e preconizamos.

A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática. Seu alimento nos fortalece, dando-nos combustível para continuarmos a peregrinação. Esforcemo-nos para praticarmos boas ações, socorrer outros na medida do possível, assumir e cumprir os compromissos acordados (Mt 5.37). Evidentemente, quando não poderes cumprir, procure a quem de direito e negoci até resolver a situação. Todos, indistintamente, podemos passar por momentos inopinados. Por outro lado, por falta de prudência, agindo pela emoção nos tornamos reféns de inadiplências. (Ec 7.29; Lc 14.28-32; 1 Pe 4.15,16).

Estão escassos os bons exemplos, seja em qualquer área da sociedade. Contabiliza-se nos dedos. A referência é fundamental e serve de legado a gerações futuras. Entretanto, os bons exemplos são referência, urgente e necessário. Ter um bom nome diante das pessoas é imprescindível e inegociável. Seja na família, na igreja, na escola, no trabalho, na comunidade, onde estiver ou passar, etc. Ser um bom exemplo é um desafio continuo e um tesouro inestimável que temos. Os bons exemplos geram em outros, admiração, imitação, reverência e referência (2 Rs 4.9; Jo 1.29; 1 Co 11.1; Gl 1.23,24).

Que Deus nos ajude. (1 Ts 5.25).

Por Janilson Lima

A prática do amor

A prática do amor

“… Que vos ameis uns aos outros.” (1 Jo 3.11)

“… Como Eu vos amei, amem uns aos outros.” Jo 13.34

Em semântica aprendemos que o amor, trata-se de um substantivo abstrato, ou seja, não podemos vê-lo, porém, senti-lo. É o sentimento mais puro existente. Dele decorrem os demais. É como a nascente de um rio que vai se alargando, contornando as curvas, debelando os obstáculos e chegando ao seu alvo final. Nele navegamos aprazivelmente, relutamos os aspectos contrários e caminhamos fielmente em seus propósitos. Sua praticidade deve ser de natureza espontânea, deliberada e natural.

No grego deciframos o emprego de quatro palavras referenciando o amor, as quais relatamos:

–   Eros – está interligado ao sentimento da paixão e aptidão sexual. Seu objetivo visa satisfazer os impulsos da carne. Ele olha para o esteriótico, anela, consumi e depois indiferentemente descarta. Seu comportamento é egoísta e mesquinho. A auto-satisfação é seu escopo. Segundo alguns terapeutas de família, quem, se relaciona com base neste sentimento, perdurarão sua relação, oscilando, entre dois e três anos. Ele é platônico e indesejável. Evite enveredar por ele. Fuja deste sentimento. Ele satisfaz fisiologicamente alguém em detrimento do outro. Neste particular o objeto de desejo é usufruir o corpo, desprezando o essencial a pessoa. Isto é inaceitável. Aprenda a se valorizar. Evitemos tal comportamento. A completude e a perfeição sexual é satisfazer a ambos (At 15.29; 1 Co 6.9,10).

–    Storge – é o sentimento do marido com sua esposa. Conforme as Escrituras Sagrada, deve ser sacrificial, harmonioso, fidelizado e prazeroso. A beleza e a arte de se relacionar conjugalmente é instituir a compreensão, o prazer e alegria recíproca. Nele aprendemos acolher com carinho, entendemos as divergências, buscamos convergir às diferenças e dividimos os momentos. Este retrato deve ser observado no lar (Sl 127; 128; Ef 5. 21-33).

–   Phileo – este é o sentimento fraternal. Deve ser aplicado e exercitado nas relações interpessoais. Envolvendo as boas amizades. Sua prática está escassa no seio da sociedade. Parece que uma boa e significativa parte das pessoas, não utiliza e despreza esse bom hábito. É notório que a ascendência da violência passa pela inexistência desta desejável prática. A compaixão significa se posicionar em lugar do outro. Sentir o que o outro sente. Socorrer alguém é nobre e belíssimo. Algo que deve se perpetuar nas relações (1 Jo 4. 7-21).

–  Ágape – este é Divino. Deus em sua graça, bondade e misericórdia disponibilizou para nós. É um presente.  É através dele que aprendemos a amar os outros. A conviver com todos, a tolerar os contrários, a perdoar as ofensas, a ajudar o próximo e amar os inimigos. Ele é perfeito, inerrante, pleno e satisfatório. Sua prática foi realizada e cumprida cabal e literalmente na cruz, onde seu único filho Jesus padeceu por nós (Jo 3.16-18). Através desse amor temos provas inconteste e inequívoca de sua generosidade, proteção, provisão, socorro, amizade e ajuda. Ele (Deus) cuida de nós em todas as áreas, envolvendo a psicológica, sociológica, biológica e espiritual. (1 Pe 5.7; Mt 6.25-34).

Amar é uma dádiva, advinda de uma fonte única – Deus (Rm 5.5,8; 1 Jo 4.7-21). Sua essência compreende justiça, lealdade, fidelidade, paz e complacência. Não devemos amar por imposição, nem por interesse espúrios. Sua prática requer naturalidade, compromisso, simpatia e perseverança. Seu espectro interior revela alegria, conforto, tranquilidade e serenidade. Quem ama faz o outro feliz. Regozija-se com o sucesso e está sempre presente, independente das circunstâncias.

Quem ama se torna uma ponte facilitando a atravessia. Nunca um muro de obstáculo. No aspecto ortodoxo um amor jamais acaba (1 Co 13.4-8). Por fim a uma expressão em latim que diz: amoris laetitia, ou seja, a alegria do amor. Quando praticamos o amor devemos fazer-lo com alegria e prazer. Entende-lo é um desafio inerente. Praticá-lo é o nosso intuito. A praticidade do amor ao próximo deve ser decorrente do ordenativo de Cristo e o seu legado pedagógico (Jo 13.34).

Que Deus nos ajude. (1 Ts 5.25)

Por  Janilson Lima

 

 

Casamento – relação conjugal

Casamento – relação conjugal

“Maridos amai vossas mulheres… mulheres sede submissas a vossos maridos.” Ef 5.25,28.

            A relação conjugal é um desafio diário. São duas pessoas distintas e individualizadas, cada uma, buscando seus interesses. Não é fácil administrar a convivência. Cada dia há uma novidade. Gestos inopinados aparecem, vernáculo diferente sucede, questionamentos surgem. É um período que requer atenção. Ambos devem compreender cada momento circunstancial. Alguns terapeutas de família abordam que há fases no casamento onde requer observação. Elas são uma espécie de laboratório, são três, sete e dez anos. Naturalmente devemos aprender a superá-la. É um período efêmero.

            O entendimento deve ser o caminho natural pelo casal. Sem ele fica inviável uma política de relacionamento. Óbvio que o dialogo continuativo deve ser incessante. Este é um recurso indispensável para manutenção do lar. Sem ele o matrimônio esta fadado a terminar. A maturidade é relevante para se evitar a infantilidade e a desconfiança. Ouvir alguém exaustivamente é uma virtude inerente. Saber ouvir pacientemente qualificar o conselho, permiti uma reflexão profunda, embasa os argumentos e encaminha a solução.

            Claro que a busca da solução deve ser de natureza conjunta. Construí-la é um desafio árduo e difícil. O casal deve está desarmado do seu ego. Conjugar a primeira pessoa do singular “eu” não é aconselhável. Aprender e empregar a primeira pessoa do plural “nós” facilita a conversação e aponta uma direção. Isto é necessário e faz bem. Quando anelamos continuar na relação tudo é possível. A divergência se converte em convergência, as adversidades são postas de lado e o enfrentamento é recíproco.

            Devemos está bem no relacionamento. As intempéries do cotidiano servem de lições para o crescimento. Não esqueça que algum instante passará. Isto é fato. Quando estamos juntos, desejamos o melhor e sentimos saudade do lar. Todo casal tem seus problemas. Entretanto é sua competência resolver cada um. Alguns recursos devem ser acionados a oração para buscar orientação Divina, a conversa para analisar pontos de vistas, a prudência para evitar a precipitação, a humildade para se colocar em lugar do outro e a sabedoria para tomar a resolução correta.

            Alguns casais se separam por motivos fúteis e sem nexo. Outros acham que substituindo o cônjuge está a solução. Em sua maioria se frustram e decepcionam. Evidentemente cada caso deve ser ponderado. Nada justifica a separação de um casal. Argumentos frágeis e insustentáveis são utilizados visando uma justificativa aparente. A horizontalidade da relação conjugal é fundamentada em alguns pilares, o amor, o perdão e a fidelidade. Eles devem ser conservados.

            A recomendação Bíblica direciona o papel do cônjuge. A hermenêutica Paulina em sua carta aos Efésios transparece inequivocamente a responsabilidade individual. Ao marido que ame sacrificialmente sua esposa. Essa praticidade é notada pelo respeito, atenção, carinho, zelo, fidelidade, compromisso, sustento, etc. Já para esposa cabe está ao lado do esposo. Coadjuvando, tolerando, cooperando, sendo companheira, exercendo o que lhe é peculiar etc. Quando se ama tudo acontece. Sua função é relevante e fundamental.

            Neste particular, amar e está ao lado, é uma missão inconfundível e intransferível do casal. Esta tratativa refletirá seguramente no comportamento familiar. Quando o cônjuge tem está consciência e deliberadamente a prática, deixa um legado exemplar para os filhos.

            A vida a dois é complexa, exigindo diariamente ajustes. O casamento é uma construção interminável. Cabendo a ambos, o compartilhamento em tudo, a divisão das tarefas, alegria das vitórias, o prazer das conquistas, a felicidade do sucesso e o gozo das realizações. Por outro lado, ter discernimento das adversidades que ladeia o lar. É preciso haver compreensão. As crises chegam e vão. As enfermidades aparecem e passam. O aperto financeiro vem e vai.

            Tudo é uma questão de saber esperar. O tempo é um grande aliado. O esforço e a dedicação em tornar o lar um ambiente agradável vale a pena. Não desista do seu relacionamento. Procure com franqueza fazer uma introspecção, analisando os acertos e erros, verificando onde pode melhorar. Isto faz bem. A sinceridade é mister. A perduração e a longevidade do matrimônio depende do casal. O combustível para isto é o amor. Nele está o sentimento mais belo e doce que podemos desfrutar. Amar é um dom, ser amado é uma recompensa. O casamento e seu relacionamento é um presente de Deus.

Que Deus nos ajude. 1 Ts 5.25

A imprensa – o silêncio de alguns!

A imprensa – o silêncio de alguns!

“Todos são iguais perante a lei.” Artigo 5 – CFB

“Deus não faz acepção de pessoas.” Rm 2.11

            Fiquei estarrecido com o silencio de alguns setores e veículos da imprensa Brasileira, que diante do ocorrido com o cidadão Brasileiro, reverendo e presidente da igreja mundial do poder de Deus, Valdomiro Santiago, poucos, comentaram sobre o acontecido. A violência física registrada durante o culto realizado em sua igreja. O esfaqueamento desferido pelo agressor foi algo inaceitável, contrariando as leis vigentes de nosso país.

            Independentemente da desagradável motivação (se é que tem), que conduziu o autor do delito a praticá-lo, fica o nosso sincero repúdio a tais ações. Nada justifica uma agressão, seja de qualquer natureza. Este gesto deve ser inquestionavelmente rejeitado, criticado e punido no rigor da lei. A sociedade deve vomitar de seu seio comportamentos dessa natureza.

             No aspecto jurídico, em tese, os locais de cultos devem ser protegidos e são invioláveis. Estão asseverados pela legislação brasileira. O país é laico, não havendo religião oficial (Artigo 19º, inciso 1º da CFB). A diversidade religiosa é vivenciada e sua liberdade deve ser tolerável pela sociedade contemporânea. No sistema democrático não existe lugar para intolerância, preconceito e discriminação, sem a devida penalidade e punibilidade para quem o fizer.

            Neste prisma, é natural perscrutarmos o que reza a nossa constituição federal do Brasil, promulgada em 05 de outubro de 1988. Em sua doutrina, no artigo 3º, inciso 4º, cabendo ao estado promover o bem de todos sem discriminação. No titulo II, que retrata os direitos e garantias fundamentais, em seu capitulo I, aborda as prerrogativas e deveres individuais e coletivas, estabelecendo no artigo 5º, o tratamento igualitário entre as pessoas. Nos incisos I, IV, VI VIII, IX e XVI, responde a liberdade de expressão assegurada a todos na forma da lei.

            Atrelada a isto, o nosso código penal, no titulo V, onde reporta a despeito dos crimes contra o sentimento religioso…, particularmente, no artigo 208, criminalisa a quem ultrajar, vilipendiar, impedir ou pertubar a liturgia e a cerimônia do culto, seus objetos e seus integrantes. A pena de reclusão de um mês a um ano, ou multa. Todavia em seu parágrafo único, determina que havendo emprego de violência, a penalidade deve ser acrescida de um terço.

            Nas relações sociais de convivência, devemos manter a reverencia das escolhas dos outros. Isto é necessário, aprazível e faz bem. Conviver com os divergentes é um aprendizado nobre, sábio e prudente. O livre arbítrio é um legado bíblico, pelo qual, devemos compreender acatar e apregoar. Isto é fato. A convivência com o contraditório é um desafio pertinente.

            O papel da mídia deve ser da neutralidade e imparcialidade. Em seu exercício jornalístico, a informação séria, verídica e transparente deve nortear e embasar seu conteúdo. Evitar a tendência, conveniência e a seletivação de noticias é sem duvida um desafio inerente. A responsabilidade e o compromisso com a verdade deve ser a bandeira permanente. Caso o contrário cairá no descrédito. A credibilidade é um combustível necessário para manter-se no mercado.

            Quanto à cena do acontecido, foi pouco divulgado. Quando deveria ocupar um espaço na pauta de informações. Desconheço as razões e os motivos desse comportamento. Todavia é algo para ser evitado. Não podemos outorgar espaço a uns, em detrimento a outros. Todos são iguais, segundo a hermenêutica da doutrina jurídica, portando, devem com equidade ter o mesmo tratamento.

  Que Deus nos Ajude. 1 Ts 5.25

Presídio, arena de gladiadores!

Presídio, arena de gladiadores!

“Deus dar a vida e tira.” Jó 1.21

“… Ele corta a respiração e nos tornamos pó.” Sl 104.24

            A situação penitenciaria do Brasil é um colapso e falido. A falta de investimento é nítida. O setor de segurança publica estão sucateados. A logística já não existe. Nada funciona. O déficit na construção de presídios é grande. A superlotação está evidenciada e inquestionável. A segurança é um dos pilares de uma boa administração, embora que sejam medidas impopulares. Uma sociedade consciente exige e cobra de seu gestor uma política combativa, transparente e eficiente. Abandonar ou se esquivar desta pauta será um risco irreparável.

            Quando o poder público perde o controle, ficamos refém do crime organizado. Estamos contemplando um genocídio, carnificina, rio de sangue, a nomenclatura não vem ao caso. Na verdade vemos a omissão do Estado. A começar pela redução de seu efetivo policial, a qualificação do profissional, o incentivo financeiro, plano de cargo, carreira e salário, concursados que não são chamados, etc.

            Nos idos de 1970 nascia à organização criminosa CV – comando vermelho, oriundo do estado do Rio de Janeiro, posteriormente, em meados de 1990, surge o PCC – primeiro comando da capital, advindo do estado de São Paulo. De lá para cá, outras seitas criminosas com suas ideologias apareceram. Isto demonstra inequívoca e comprovadamente que a federação perdeu o monopólio. Este reconhecimento deve ser o primeiro passo, nem que nos bastidores. A humildade faz renascer. As estratégias propostas devem ser revistas.

            Observo que varias sugestões são outorgadas. Por exemplo, a redução de pena e sua progressão, liberarem os apenados de pensão alimentícia e outros crimes para cumprirem reclusão domiciliar ou usar as tornozeleiras eletrônicas. São medidas possíveis e naturais a serem empregadas. Talvez amenizar o enchimento dos presídios. Liberar determinados reclusos sem ter uma política de ressocialização é um risco. Sem oferecer uma ocupação de trabalho, poderá ser um estímulo para reincidência criminal.

             Os incidentes ocorridos nas penitenciarias são um retrato fidedigno do momento atual, onde percebemos o descontrole e o abandono do sistema. Em determinado presídio, de forma inexplicável, a secretaria de segurança daquele estado, precisou aguardar 14 horas para invadir e controlar o motim e a rebelião. O argumento a priore, foi alegação que sucedera um corte de energia pelos rebelados. Cá entre nós, será que não teria nenhum recurso de iluminação disponível? Talvez a locação de um gerador resolvesse. Pelo contrário, fizeram o isolamento protetivo externo do presídio, a fim de evitar possíveis fugas.

            Com esta resolução, os detentos dominaram o recinto, ficando a vontade para executar seus maléficos planos. Foram dezenas de mortos. Os cadáveres eram expostos nas redes sociais. Um matadouro. Uma arena de “gladiadores”, cujo auditório era o poder público, que ficou inerte, pasmo, anestesiado, frio, indiferente e atado, assistindo o lamentável episódio. Com a agravante de esperar para adentrar ao local do crime, quando o sol nascesse. Precisaram da iluminação solar para combater a continuação do mar de sangue.

            No espectro teológico, Jesus é o caminho natural e irrefutável para transformação de delinquentes, criminosos, etc; em pessoas de bem (Rm 2.11; Jo 6.37; 2 Co 5.17; Fp 1.21; Gl 2.20). No campo secular passa compulsoriamente pela educação. A política publica que deve ser prioritária pelo governo existente para a população é inegavelmente a educação. Ocupar a sociedade, disponibilizando a oportunidade para que todos, indistinta e indiscriminadamente, tenham acesso gratuito à educação de qualidade. Uma nação se constrói e mantem-se com bons livros. A educação de qualidade é preponderante.

            Diante deste quadro indesejável algo deve ser feito com sabedoria, prudência e urgência. Ficar neutro, em cima do muro, vendo os “gladiadores” se matarem, não dar. São vidas humanas, que cometeram delitos perante a lei, devendo pagar sua dividas conforme as leis hodiernas de nosso país.

Como está é uma maneira de instituir a pena de morte. Permitir que houvesse matança é uma conivência, uma co-autoria do estado. Evitar é um desafio constante das autoridades envolvidas. A vida é um presente de Deus.

No momento propicio, conforme sua conveniência e propósito, Ele a tira (Ec 12.7)

Que Deus nos ajude. (1 Ts 5.25)